segunda-feira, 24 de novembro de 2025

A Nuvem de Algodão

De trás do pé de café,
Saiu o coelhinho,
Com seu pelinho riscadinho,
De pulinho em pulinho.
Chegou até a janela,
Olhou para a mamãe coelha,
E ganhou um pêssego,
Delicioso recém colhido.
O lindo coelhinho
Agachou-se naquele solo,
De bocada em bocada,
Comeu o pêssego rapinho.
“Hum, delicioso pesseguinho”.
Disse o coelhinho,
E rolou no solo felicinho,
De frente para o céu,
Viu as lindas nuvens coloridas
Que passeavam por sobre
As árvores arqueadas.
A barriga do coelhinho
Roncou de fome,
Então, ele estendeu a patinha
Dianteira e sonhou
Comer não só uma nuvens
Mas todas,
De uma a uma,
Até estar saciado.
Rolando e rolando
Naquele chão de folhas secas,
A mamãe coelha o encontrou,
“que você está fazendo coelhinho?”
 Docemente perguntou.
“Estou me alimentando.”
Respondeu o coelhinho.
Com um ímpeto,
Ele esticou a patinha
Outra vez,
E um fio de nuvem
Enroscou por entre
Suas unhas.
Ali do chão ele puxou,
Por um tênue fio
Toda a nuvem inteirinha.
“cadê as nuvens do céu coelhinho?”
A mamãe coelha perguntou.
Vendo o menininho
Comendo sem parar,
Puxando a nuvem
De fio a fio com uma patinha
Esticando a boca
Até alcançar toda a grande
Nuvem e deixar o céu
Todo azul.
“Não é nuvem não, mamãe,
É algodão doce”.
Disse o coelhinho,
E sua mãe deitou ao
Lado dele,
Ganhou um fio de nuvem
E comeu até encher
A barriguinha.

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