terça-feira, 25 de novembro de 2025

Amado Marido

O ano era 2012,
Outra vez,
Recordei você,
Num sonho bobo
De sexta série,
Quando você tem
Doze anos
E um futuro imenso
E esplendoroso
Pela frente.
Recordei com todo esmero,
O meu desejo intenso
De te conhecer,
Lembrei do caderno
Em branco,
O lápis na mão
A descrever.
Lembrei cada folhear
Das páginas escritas,
Dos livros que nunca
Cansei de reler,
E dentro deles minha busca
De você.
Quis te trazer,
Eu juro,
Desejei você
Perto de mim,
Quis muito
Ver você,
Reconhecer seus rostos,
Detalhes dos seus olhos,
Te reconhecer.
Havia um futuro
De buscas
E uma menina sonhadora,
Num ímpeto do destino
Quis tudo se perder
E nesta nebulosa,
Perdi você.
Mas, quis 2019 te trazer,
E vê-lo seria o bastante,
Era a consumação
De um sonho antigo
E supremo,
Hoje é meu viver,
Você quis ficar,
Soube do tanto
Que o desejei
E compreendeu
Minhas expectativas,
As experiências frustradas,
Os resultados infrutíferas
Até que depois de tanto tempo,
Tudo se desenrolou,
Feito o vento,
Que separa o supérfluo
Do verdadeiro
E os une num planeta inteiro
E dá a este planeta a vida,
A luz que ilumina
Até o mais distante,
As cores que o definem,
Como se fosse
Um abraço que segura,
Protege nosso redor,
Faz tudo ficar perfeito,
Como se o mais distante sonho,
Nunca tivesse
Por um único momento
Se perdido no espaço,
No desejo
Ou no pensamento.
Te amo
Amado marido.

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