Por quê simples
E simplesmente
Eu nunca aprendi
A fingir,
Porém, me empurraram você
E me obrigam a você
E eu já me perdia
Agora me vejo obrigada.
Eu não quero aprender
A te querer,
Aceitar seu jeito invisível
De estar sempre
Onde eu estou,
E pra admitir
Se você não estiver
Já nem sei o que fazer,
Mas, você me obriga.
Obriga a aceita-lo sempre,
Me obriga a te querer,
Me empurra você
E eu preciso aceitar
No talo,
Fingir que não rasga
Minha garganta
E que eu não preciso
De um tempo pra mim
Mesma.
Me obriga
A padrões
Que são só seus,
Eu preciso da paz,
Da paz de me buscar
E me encontrar,
Preciso de liberdade
Para pôr aquele piercing
Sobre o qual
Espero não me arrepender,
Mudar meu corpo,
Trocar o que não gosto,
Viver.
Quero a liberdade
De amar,
De deixar de estar
A suas pernas,
Caída
E ao dispor
A queimar sob
Este maldito sol,
Que não me dá graça
Nos pássaros,
Nas frutas,
Ou na coisa toda
De estar a sua espera,
Ao seu dispor.
E a culpa nem é minha,
Mas, nem sonho
Com seu amor,
Não me importa
Seus lábios,
Maldita a dor,
Me faz buscar outro
E não me vejo sua,
Estou dividida,
Não o quero tanto
Quanto você deseja,
Maldita seja a paciência
Que me toca a você,
Relâmpagos de cor,
De defeitos que vejo gritantes,
Estou a sangrar
Em seus malditos pés,
Ao dispor de seus passos,
Me vejo a cair,
E me entupir de medo,
E não quero cair em você,
Cansei de suas malditas falhas,
Que se partam os amores
Fiéis e unidos,
Me vejo cair
E não quero cair em você,
Muito menos estar aos seus pés,
Maldito sejam seus passos,
Que só me esfriam
E ferem meus sonhos,
Eu não lhe nutro este amor
De fidelidade e estar ao dispor,
Quero liberdade
Quero viver,
Cansei-me.
É simples,
Tu não me vale
Todos os contos.
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