São duas horas
Da madrugada,
Você não liga
Pra falar sobre coisas
Que já não quero palavras,
Prefiro a sua presença,
O conforto de sua segurança.
Falo alto
Abraçada ao travesseiro,
Não basta
Para traze-lo,
Busco algum conforto
Num café quente e forte,
Mas, de você
Não ganho o cheiro.
Preferia você perto,
Tanto quanto a chuva
Que percorre o telhado
E parece convidar
O sono.
Sono que me falta
Se você não está,
Chuva que parece cantar,
Falar sobre nós dois,
Com um te amo
Preso entre seus pingos,
Sempre a escorregar,
A dizer,
Te lembrar,
Talvez você a ouça,
Ouvindo-a me entenda:
Acordo assustada
Em noites inseguras
E sinto sua falta,
Me preocupo
Com o fato de você
Estar distante
E quero muito lhe falar
Te amo.
Queria poder dizer
Te amo
Com a calmaria da chuva
E a intensidade
Que só ela possui
De cair de tão longe
E não esconder
O que toca,
De gota a gota
Ou em fartas rajadas
Ela não se omite,
E fala
Te amo,
Te amo
Sem parar.
Da mesma maneira
Que te amo,
Te amo,
Te amo
E quero estar perto.
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