Navegando nas margens
Do rio Nilo,
O doutor Roultin decidiu
Com sua esposa,
Apoitar o barco a velas
E mergulhar.
No terceiro mergulho,
Já cansado,
Por pouco não perde
Todo o fôlego
E sucumbe nas águas límpidas
Do rio,
Vez que colidiu com algo negro
E longo e duro embaixo
Da água.
O encontro teria sido fatal
Se ele não fosse rápido
E pusesse sua mão
Em frente a cabeça,
Isso atenuou o impacto.
Vendo o objeto,
O achou de renomado interesse,
Chamou uma equipe de buscas
E o retirou debaixo da água
Usando uma corrente amarrada
Ao objeto e um trator.
O trator patinou,
Resvalou para trás
E quase caiu na água,
Mas, teve forças suficientes
E puxou o objeto.
Retirado nas margens,
Viram que o objeto
Parecia uma caixa,
Ou uma espécie de caixão
Pontiagudo.
Todos se alarmaram,
Será que se tratava de
Um extraterrestre?
Com muito cuidado,
Uma equipe de médicos
Começou analisar
Com estetoscópio o redor
Do objeto para ver
Se se tratava de uma máquina
De viajar no espaço
Ou no tempo.
Parecia de ferro,
Porém, na primeira limpeza
Viu-se que era feita
Do mais puro ouro,
Foram necessários muitos
Baldes de água
Puxados do rio
E muito sabão e esponja
Para ver que realmente
Era ouro puro.
Aberto o champanhe
Para comemorar,
E acendido uma fogueira
Para fazer um churrasco,
A turma composta
Por 4 médicos e a esposa de um
E também uma secretária,
Reiniciou o processo.
Vendo que havia uma espécie
De abertura,
Foi usado um pé de cabra
E aberto o objeto,
Dentro havia outro objeto
Do mesmo molde,
Contudo de pedra preciosa,
E dentro da pedra havia um homem.
Quem se preocuparia
Em lapidar uma pedra
Para por um homem dentro?
Seria este homem uma maldição?
Ou seria um terrível criminoso
Que recebeu está pena pública?
Bem, depois de comer o churrasco,
Foi decidido deixar o objeto
Em exposição na praça pública,
Pois viu-se óbvio se tratar
De um ladrão,
Afinal ele estava trajado
No mais puro ouro
E adornado por estranhos
Objetos de pedras preciosas.
Na luz do sol,
Aquele diamante brilhava tanto
Que doía os olhares
Dos passantes,
Logo, a curiosidade da cidade
Despertou e eles passaram
A chegar perto da espécie de sepulcro.
No primeiro instante,
Um grupo ateou fogo
No sepulcro,
E a pedra suou como se chorasse,
No segundo picharam
O rosto do indivíduo
Que tinha uma coroa na cabeça
E eles desenharam cabelos
No lugar,
E um sorriso aberto
Cheio de dentes amarelos.
Tomara pela tristeza,
A esposa do doutor Roultin
Decidiu abrir o sepulcro,
E o objeto foi posto no
Chão da praça
E então aberto com
Um facão e um pé de cabra.
De repente,
Ficou mais nítida
A criatura lá de dentro
E o homem parecia estranhamente vivo.
A moça insegura por sua atitude,
Debruçou-se sobre o caixão,
E apertando seu peito,
Fez respiração boca a boca,
E assim que olhou
Para o rosto da múmia,
Ela abriu os braços
E suas ataduras foram se rasgando
E o homem estava vivo!
A data do sepulcro dizia
Se tratar de 4 mil anos,
Isto era impossível,
Havia a data de nascimento
E de morte,
Ele contava com setecentos
Anos de idade ao desfalecer,
Otramentiron,
Era rei naquelas terras do Nilo.
Irredutível, a esposa
Do doutor Roultin
O levou para casa
E também sua sepultura,
Que valia muito dinheiro.
A família deste rei,
Havia há muito falecido,
E o rio,
Numa cheia encheu tanto
Que suas margens carregaram
Desde o castelo
Até os sepulcros do cemitério,
Restando ele,
Solitário e abandonado
Naquele local.
Foram feitas buscas
E nenhum registro de
Sua família foi encontrado,
Era como se ele fosse
Uma mentira,
Ou uma miragem,
De tão lindo,
Parecia que se fechasse
Os olhos ele desapareceria,
Porém, ele era real,
Falava e vivia normalmente.
Só lhe faltou
Há 4 mil anos o ar,
E agora, aberto seu jazigo,
Também recebeu ar,
Reviveu,
Tem nova chance
De viver tudo que perdeu.
Não é mais rei
Nestas terras desconhecidas,
Ele foi levado ao Paraguai
Pelo doutor que o encontrou,
Seu reino foi levado
Pela água
E o destino o guiou
Para ainda mais distante.
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