domingo, 19 de abril de 2026

Para Sempre

Aquele que amo,
Em si mesmo,
Por si mesmo,
Até o infinito
Sempre único,
Sempre indivisível,
Amo é simples.

Tive por aquele desconhecido
Amor irresistível,
De maneira repentina
E inevitável,
Eu demorei declarar afeto,
Ele caía em juras apaixonadas
Debruçado a minha janela
Sempre a esperar
Eu colher as lindas flores
Que renasciam a cada alvorecer.

Desde o primeiro olhar
Minha alma queimou
Em fogo ardente e surpreende,
Derreti-me em sentimentos
Até então desconhecidos
Mas que apenas ao pé do altar
Eu defini amor,
Antes disso,
Chamei desejo,
Glorioso afeto
E até remorso.

Ah, este que amo
Fiz sofrer,
Fiz chorar,
Fiz arder.

O amor não é coisa
A ser declarada de imediato,
Não,
Disse a ele:
Querido,
O amor se conquista!

E ele pôs-se a buscar
Formas de declarar-se,
E eu sempre a esguelha,
Resisti, Deus o sabe!

Não que minha alma
Fosse repleta de amargura,
Mas, anteriormente
Do amor conheci o tormento,
E naquele instante
Apenas pus em dúvida
Tanta certeza
E desvairado sentimento,
Indaguei-me:
Ora, por que derramar-se
Deste jeito?

E coloquei em mim limites.

Quis o destino
Nos levar ao altar,
Sem que eu jamais
Tivesse aceitado
O quanto o amava
Nem pra mim mesma
Ou pra outro.

Foi amor antes de ser,
E sabiam todos os presentes
Seria amor para sempre!

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