quarta-feira, 3 de junho de 2026

O Lobby - diálogo ou conversação?

A dignidade da pessoa
Se mostra em suas atitudes,
São mais que palavras,
Honra se nota,
Se aprecia e desenvolve.
Conforme as possibilidades
Ve-se quão longe
Uma pessoa de caráter
Pode chegar
Enquanto outras
Não teriam feito nada.
Expor-se por uma opinião
É estar vulnerável
A uma multidão
Que irá te xingar,
Cobrar e rejeitar,
Não são todas as pessoas
Que se sujeitam
A enfrentar os obstáculos
Por questões íntimas
De dignidade, decoro, honra.
O lobby do homem
É ele próprio e sua capacidade
De fazer por si
E pelos outros,
O lobby do homem
É ele poder agir em público
Sem ser repreendido
Porque não tem amarras
Que o prendam,
É mais que não ter cometido crimes,
A questão de ser denunciado
É questão jurídica,
A questão ser inocente
É ética, honrada e visível.
O lobby é a capacidade 
De você defender
Uma opinião,
Mostrar em ação 
E não precisar de banca
Que aja em sua defesa
Por estar lícito,
Livre e não ser corrupto.

terça-feira, 2 de junho de 2026

Deixar em paz

A saudade congestiona
A mente
De lembranças
E saudade,
E depois de tanto pensar
Tudo se confunde
Já não sabemos
Se queremos estar
Onde quem amamos
Nunca mais estará.
A morte levou
Para tão longe,
É onde não podemos
Alcançar ou estar,
Só devemos deixar ir,
Rezar e conversar,
Não há erro algum
Em manter contato mental,
Porém, devemos entender
Que é preciso deixar
Em paz.

Vem ou desiste?

Você vem
Ou desiste,
Eu não canso de esperar,
Mas sofro de ansiedade
E queria você agora,
Ou o quanto antes.
Você vem
Ou desiste?
Eu estou vendo o fogo
E continua frio,
Eu coloco lenha,
Mas, não me sinto
Quente,
Venha.
Você vem
Ou desiste,
Por que você demora,
Que houve com você
Que me deixou
Pra opção,
Você se acha superior
Ou não sou tão em estima?
Você vem
Ou você desiste?

Serviço Policial

A oficial superior disse:
“Levantar armas”,
Ele levantou o braço
Em afirmativo
Ou disse ouço?!
Não sei,
Ele o pôs sobre a testa.
A arma dele é o braço
Em continência.
Dois segundos depois
Da ordem ouvida,
Eu só penso,
Que outro já a ouviu também
E mais rápido
Por não precisar
Fazer o gesto respeitoso,
Mirou e atirou.
Será que seu braço
É capaz de defender
Sua cabeça
Ou sua mente?
Ou o que passava
Por ali
Decidiu atirar
Contra seu peito,
Então, o oficial inferior caiu.
Me mexe com a alma
Estas pessoas
Que dedicam suas vidas
Por vidas de desconhecidos,
Eles não tem seus nomes
Previamente ou identidade
Ou rostos,
Mas, estes desconhecidos
Tem tudo isso
A respeito do policial
E estão preparados
Para enfrenta-los
Desde antes de eles
Estarem aptos ao serviço.
A ordem superior é dada,
O gesto ouvi
É efetuado,
E o tiro chegou sem aviso,
Morreu o policial
Que buscou proteger
E salvar vidas em serviço
E fora disso.

Saudade

Declaro-me louca,
Ouço vozes,
Dou espaço para a mente,
E fico a vagar,
Criando histórias doidas
Que são minhas
E das vozes,
Histórias doentes,
Vorazes
E que me dão saudades.
Você foi tão cedo,
Jamais será suficiente
O tempo que vivemos
Para me fazer esquecer,
Não importa o que houve,
Eu sinto saudades.
Saudade de estar
Na garupa da sua moto
E você desesperado
A aumentar a velocidade
Sobre aquela BR
Que só me dá saudade.
Saudade da sua voz,
De você me xingar,
Dos seus elogios,
De você estar vivo.
A morte te levou
E eu nunca estarei
Preparada para encarar isso.
Eu estou louca,
Eu vivo louca
Perambulando entre as vozes,
Insana e a sua procura,
Não sou capaz
De esquecer você.

O Devedor

Houve um sujeito
Que de tanto fazer dívida
Nunca conseguiu
Ser consumidor positivo.
Ao escrever um livro,
Ele deixou para trás
Uma linha em branco,
Deixando sua assinatura:
O devedor.
Deve nas palavras,
Sempre que conversa
Esquece uma palavra
Ou outra,
Gosta de deixar a sua marca.
O devedor.
Deve nas loja,
No mercado e por onde anda,
E quando combina
Um café
Ele falta,
Apenas para constatar
Que era ele próprio
Quem combinou o lanche.
A mãe dele 
Também não gosta 
De pagar as dívidas,
Ela disse
Que as mercadorias
Não possuem qualidade
E o preço ultrapassa
O benefício da compra,
Ele não respondeu.

Gastos desmedidos

Penso se há
Ato mais desonroso
Que dever e não pagar.
O sujeito que contrai
Dívida sem ter a intenção
De pagar
Não tem valor nenhum
Como ser humano.
Uma pessoa
Que abusa da confiança
Do outro,
Faz uma promessa,
Se esforça para fingir
Um perfil de decência
E depois foge
Como se nunca tivesse
Se comprometido
É um sujeito fracassado,
Um ridicularizado cidadão.
Eu concluo
Que a pessoa deveria
Ter vergonha na cara
E a decência
De pagar onde deve,
Se esforçar,
Não gastar acima
Do que ganha,
Não por fora o que tem,
Quem deve e não paga
Não tem moral
Ou decência.

Destino à ROCAM