Faz-se frio dentro de casa,
O cobertor não acolhe,
O agasalho não suporta,
Então, acende-se a lareira,
E pronto:
Está quentinho agora.
Lá fora,
Uma cortina branca
Se esvoaça ao vento,
Não está estendida
No varal,
Ela é a neve
Por isso chacoalha tanto,
E derrama-se feito pranto,
Que nada deixa ver
Além de seu aspecto.
Branca,
Chega e envolve
Tudo que vê,
Estende-se para o horizonte,
Parece chegar
Em cada coisa
E lhe beijar a fronte.
Beija e fica um pouquinho,
Esconde de rostinho
A rostinho,
Com seu tapete alvo,
Depois os cobre bem cobertos,
Como se fosse um lençol
Branco esvoaçante
A bailar pelo vento radiante,
Adormece sobre tudo
Que toca,
E esconde.
Como se os dissesse:
Boa noite,
Durmam até que o dia amanhece,
Mas, ela fica e enternece
E a noite que chegou
Não desvanece,
O dia vem,
Mas, o sol se esconde,
Ela fica e ninguém responde.
E quando o verão acorda,
A neve se derrama
E parte para distante,
Então, todos se vestem
De verde
E abrem suas flores,
É primavera
E o vento chacoalha
As folhas molhadas
Do inverno
Que se foi até o
Próximo ano.
Nenhum comentário:
Postar um comentário