terça-feira, 2 de junho de 2026

Guardei na providência

Eu rezo para a providência
Me dar algumas coisas,
Eu já busquei tanto,
Me esforcei em demasia,
O que há de errado
Com o plantando tem que colher?
Há alguém envenenando
Meu jardim,
Cortando minhas flores,
Retirando a água
Dá minha terra,
Está tudo murcho,
Sem vida,
E nenhuma borboleta
Me vem.
Que droga,
Cadê a providência
Pela qual rezo
Toda a noite?
Por que tudo
Tem que custar tão caro?
O preço é igual
Para todos?
Minhas mãos estão em calos,
Meus pés no flagelo,
Não, meu terreno
Não está árido,
Tem alguém me sabotando,
Só pode!
Que Deus veja
E resolva,
Eu me cansei,
Aonde eu errei?

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