Gessica tentou ama-lo,
Eles eram vizinhos
E parentes próximos,
Ainda não infância
Rogerson a buscava
Para brincar de rolar
A bola um para o outro
Sentados no chão.
Nisso, o tempo passou
E os sorrisos vinham,
A bola rolava sem parar
De um lado para o outro,
Ambos esticando-se
Para pega-la,
Então, veio o convite:
“Gessica põe o dedo
Aqui no meio da minha
Mão aberta!”
Disse Rogerson
Abrindo a mão
E levantando para o horizonte.
“Tá bom”.
Ela respondeu sorrindo.
E colocou o indicador lá
Encostado,
Sentindo a pele quente
Dele,
Depois disso ele falou:
“quem quer brincar
De duro e mol
Põe o dedo aqui,
Quem quer brincar
De duro e mol
Põe o dedo aqui,
Um, dois e três
E o abacaxi vai fechar”.
Ele chacoalhou a mão
Para baixo
Em sinal de segurar
O dedo de Gessica
E terminou:
“Vai fechar!”
E prendeu o dedo dela
Entre sua mão.
“Pronto agora
Você vem comigo
E vamos foder!”
Ele falou risonho.
Segurando o dedo dela
E a conduzindo
Para a moita de mato
Que havia do lado
Do potreiro onde
Eles estavam rolando
A bola.
Ao chegar lá,
Ele soltou o dedo dela,
E baixou as calças
Então disse:
“Pega!”
E ela o viu nu,
Então, correu assustada.
Gritando para o lado
De sua mãe.
A partir disso,
A vida inteira ela
O odiou.
Evitou estar onde ele
Estava,
Evitou conversar
Com ele, simplesmente,
O odiou.
Ocorre que está situação
A perseguiu pela vida
Inteira,
Sempre foi mencionada
Entre a família
Como a criança
Que fugiu do Rogerson
Na hora de brincar
De duro e mol.
Neste curso de sentimentos,
Não soube fazer
Outra coisa exceto
Odiar,
Desejou mata-lo,
Excruciar sua vida,
Desprezou com o máximo
Do seu vigor,
Seu ódio foi tão grande
Que certa vez
O vendo dormir sorrateiro
Dentro do carro
Do seu tio
Jogou fogo no carro
Todo com ele dentro
E depois correu,
Correu sagaz e feliz,
E nunca mencionou isso,
Mas, o orgulho a preencheu
Ao menos naquele instante
E o fogo calou a boca
Daquele maldito primo estuprador.
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