O menino da roça,
Guardou a enxada,
Baixou a foice,
Foi estudar pra ser
Comandante.
Aprovado no concurso
Com êxito,
Segue de rosto erguido,
Comanda o batalhão,
É o mais impetuoso e atrevido.
“Sorte tem esse menino”,
Diz a multidão,
“Mune-se de coragem”,
Ouviu-se o burburinho.
Mas, ele é mais que isso,
Os calos de sua mão
Que manejavam a madeira
Manejam o ferro
E elevam-se,
Fechados feito aço
Comandam e se distinguem.
É o simples menino da roça
Que agora marcha
A passos firmes
E rosto erguido de dignidade,
Os peitos arfam de agradecimento
Enquanto ele passa,
Silencioso a punhos fechados,
Acostumado ao trabalho árduo,
Desde pequeno
Soube compensar com êxitos,
Sabe o valor de seus esforços,
A dignidade de seu sucesso.
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