segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Choro

E então
Eu choro,
Choro como
Se pudesse concertar,
Choro como
Se algo fosse mudar,
Choro como
Se eu não fosse perdoar,
Choro como
Se eu não fosse
Voltar atrás.
Choro porque
Me arrependo
Em casa instante,
E no próximo segundo
Eu mudo
Se ideia
De conceito,
E de amor.
Então, eu choro
Como se chorar concertasse
E já penso que nunca
Saberei perdoar
E que sempre usarei
Isto como motivo
Para brigar,
E choro
Porque não briga
Eu coleciono motivos.
E então, eu choro
Porque em tantos choros
De tantas vezes que briguei,
Coleciono novos motivos
Para construir novas brigas
E descubro tristemente
Que entre nós
Já não é futuro,
Aí eu mando os sonhos
E neles os filhos
Pelo ralo
E lhe digo:
Parabéns você
Matou nosso amor
E você diz:
Desvairada quem
Você acha que é?
E você cita aquele
Primeiro motivo
Do primeiro choro
Que construiu a primeira
Briga
E eu digo
Seu monstro,
Eu que me irritava
Por isso!
E você sorri gostoso,
Você buscou
E conseguiu
E tudo terminou
E você joga na cara
E esconde o quão
Perverso você é
Capaz de ser
Você e sua maldita piranha
Onde você desde
O início
Fez questão de se esconder.

Cadela Ahmed

Na primeira visita
Que recebi da minha sogra,
Ela disse
Que o degrau
Que nos separa
Uma da outra
É uma distância intransponível,
Vez que nasci pobre
E ela rainha.
Bem,
Ela disse que sai
Com quem quiser,
Pois é suprema mulher
E que jamais aceitará
Tamanha divergência
De sociabilidade,
Chamou assim,
O fato de eu ser virgem
E ela a cadela
De cada um.
O preço pra ela
Aceitar meu relacionamento
Com o próprio filho?
O pênis de quatro reis
Porque suprema
Feito ela
Precisa de homens
Ao seu nível,
Nível dinheiro.
E ainda,
Adiantamento na herança?
Só se for depois
De retirado metade
Mais uma parte
Do que representa ela,
E eu estar na família?
Nunca.
Então, ela importou-se
Com minha vida pobre
A simples?
Não.
Ela me ensinou
A praticar aborto
E querer estar onde
Não sou bem-vinda?
Então, no seu filho
Eu bati,
Dei veneno a ele,
De todas as maneiras
O mandei embora,
E quanto ao que é seu,
EU NUNCA QUIS.
Nem sua vida de prostituta,
Vagabunda do ouro,
Seu esposo lhe tirou
Da zona,
Mas esqueceu de lhe
Tirar dos pênis?
Vagabunda.
Da sua família
Sinto nojo.
Seu filho é
Um assassino,
De pênis pequeno,
Viadinho do dinheiro,
Nunca me deu um centavo,
Você me viu usando jóias?
Você viu ela me roubando?
Cadela.
Cadela.

Ser Noiva

Ser noiva é,
Em cada dia
Imaginar o caminho
Do altar,
É não ter dúvidas
Quanto ao parceiro,
Confiar na família,
Acreditar na palavra dele.
Ser noiva
É não abortar
O filho que
Por sua vez
Venha fora
Dos planos,
Ser noiva
É não odiar
O parceiro
A ponto de entrar
Em loucura.
Ser noiva é querer
Casar-se.
Ser noiva é imaginar
Sonhos com este,
É querer estar com ele,
Quere-lo perto,
Ser noiva é estar aceita
Pela família,
Sentir-se bem-vinda.

domingo, 18 de janeiro de 2026

Próximo do Oásis

Na época dos reis,
O Faraó se levantou
Certa manhã
E juntou a areia
De perto de seu castelo
Para com ela fazer bonecos
Enormes de pessoas
E animais,
Eis que ele era solitário,
Não tinha como quem brincar
E não sabia o que fazer
Para passar o tempo.
Em pouco tempo
Ele rodeou todo o castelo
Com três linhas de enormes
Bonecos feitos de areia,
Água e pedras preciosas.
Lá do outro lado
Do oásis,
Um batalhão se irritou
Com aquilo,
Fez referências
Contra o Faraó,
Levantou em alta voz
Para reclamar
Da maneira que ele tinha
Para passar o tempo.
Solitário,
O Faraó nunca soube
Que era odiado,
E o quanto aquele povo
Se armava contra ele,
Pois confiante
De suas orações
Pelo bem de todo o povo,
Consciente de que
Apenas construía simples
Bonecos,
Ele jamais desconfiou
Da maldade do povo
Do seu lado.
O batalhão se armou
De tudo que pode,
Pegou espadas,
Marchou confiante,
Com ela em punho
E outras armas municiadas
Espalhadas pelo corpo.
Os olhos daqueles
Homens e mulheres
Seguiram seguros,
Olharam para a luz
Que irradiava daqueles
Bonecos e os odiaram.
Deram tiros de canhão,
Mas erraram,
Contudo, estragaram
A área de lazer do Faraó,
Que correu inseguro
Para ver de que se tratava,
E quase atingido
Caiu sentado
Com as mãos na cabeça,
Soluçando nas areias
Adiante de seus bonecos.
Os bonecos não
Se moveram,
Não piscaram,
Não fecharam os olhos.
O Faraó sofreu vendo
Os grandes buracos
Feitos no seu quintal.
Irritado o batalhão
Abandonou os canhões,
E seguiu,
Enviou filhos como cobaia
A sua frente para verificar
Armadilhas,
Enviou animais
Para farejar bombas,
No entanto,
O Faraó nunca soube
Disso tamanha inocência
De sua parte
Com relação
Ao que ocorria
Tão perto dele.
Aproximando-se
De seus filhos,
O batalhão os ergueu
No ombro,
Pegou no colo e seguiu,
Logo adiante
Sentiu cansaço
E abandonou de um a um
Todos os filhos,
Armou os que ainda
Estavam fortes
E marchou.
Pés no alto,
Estalo de botina
No chão,
Armas por todo canto,
Homens de sangue
E ossos,
Lutando para matar
O solitário Faraó.
No entanto choveu,
A areia ficou mole,
E os grandes homens
Forjados para lutar
Afundaram nas areias
E as mulheres
Não seguiram muito adiante,
Um raio reduziu no céu,
Bateu nos olhos
De um dos grandes bonecos
Ricocheteou e alcançou
Todo o restante do batalhão
Que sobrou
Os aniquilando imediatamente.
Filhos, animais,
Homens e mulheres
Todos morreram pelo raio,
E a chuva não parou,
Logo carregou o batalhão
Para um dos buracos
Feitos pelo canhão
E os soterrou.
Areais escorriam
Feito água rumo
Aquele segundo buraco,
Levando homens,
Carregando mulheres,
E tudo o mais
Para aquela grande fosse
Feito de carne e osso
E nenhum sangue.
O Faraó nunca soube
De toda a guerra
Que foi travada ao seu redor,
Nem se considerou vencedor
De uma batalha
Na qual nunca lutou,
Nem mesmo na manhã,
Que pelo terceiro dia
Não fazia cessar a chuva
E ele decidiu subir
Em um dos ombros
Do seu boneco
E estando lá notou
Um pequeno risco
No olho dele
Feito de esmeralda.
Tentou limpar
Com sua roupa comprida,
Sofreu vendo o boneco
Ferido,
Sentiu no nariz do boneco,
E o abraçou,
Levantou as mãos
Em oração
Pedindo proteção,
Eis que abriu o sol
E olhando adiante
De suas areias
Elas estavam
Como se nunca tivessem
Sido mexidas.
Pássaros sobrevoavam
Ao longe,
E um cão vinha farejando
O chão de olhos tristes
E solitário,
O Faraó desceu de lá
E fez amizade com o cão,
O levou pro castelo,
O lavou e o abraçou,
Agora ele tinha mais
Um amigo.

Acredite em Sorrisos

Prefira o sorriso,
Faz bem a você
e aos que estão
ao seu redor.
Dê risada de tudo,
Inspire-se em coisas boas
E seja positivo.
Não adie alegrias.
Seja feliz hoje!
Abrace agora,
Elogie no mesmo instante.
Viva um amor jovem,
Prefira aquela
Que lhe fez bem,
Lhe proporciona amizades,
Priorize quem faz questão
De estar perto,
E gosta de seus sorrisos.
Quando você menos espera,
Tudo se organiza,
E os sonhos realizam-se
Por si próprios,
Acredite no amor,
Lute pelo que sonha.

Lá no céu

Aquele era o homem
Que costumava
Pegar uma escada
E subir nela
Para alcançar o céu,
Ele sonhava
Em dar a ela
Uma estrela
E brindar a terra,
Levando o sorriso dela
Lá em cima
Para iluminar
Todo o cantinho
Que ele sonhou
Em estar com ela.
Há um lugar
De sorrisos
Em meio ao desamor,
Este lugar
É o cantinho
Que ele projetou
E construiu
Para morar com ela.
Há a garota irradiante
De felicidades,
Pois ela sabe
Que quando for possível,
E aquele homem
Não se cansa,
Seu lindo sorriso
Estará penduradinho
Lá no céu
Para ela entender
O quanto é amada,
E o quanto aquele
Homem se esforçou
Para conquista-la.

Pequenas Saudades

Amar é ajudar
Na faxina da casa,
Nos cuidados
Com o carro,
Elogiar a unha,
Pentear os cabelos.
Quando o amor
É verdadeiro,
A distância
Ou qualquer outro
Empecilho é insuficiente
Para separar o casal,
Pois quando ama-se
É para sempre.
E se o amor demora,
Ele não falha,
Não desperdice
Seu sorriso
Ficando triste,
O amor vem,
E é melhor
Que o esperado,
É o perfeito amor.
Então, ajude
Em tudo que for,
Veja as pequenas coisas,
E as faça,
Se precisar ficar longe,
Não tarde para voltar,
E se demorar
Não se entristeça,
Porque o amor verdadeiro
Sempre volta,
Cheio de saudades,
Sorrisos e carinhos.

Destino à ROCAM