quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Hoje

Eu te amo hoje,
Eu te amo agora,
Eu te amo pra sempre,
Eu te amo sem demora.
As vezes,
Deixamos de dizer
O quanto amamos alguém,
Contudo,
Esquece-se,
Que Deus também ama
E amando ele leva
Está pessoa
Para perto dele
E ele nunca saberá
O quanto foi amado
Por você,
Nem mais receberá
Seu abraço,
Nem terá seu olhar,
Talvez, entenderá
Que é amado
Mas tão distante
Que nunca poderá
Tocá-lo,
Não haverá chance
Para o abraço,
Não haverá oportunidade
Para o afeto,
Não chegarão flores,
Não ouvira de seus lábios,
Será um adeus
E somente,
Um despedir-se
Para sempre.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Meu Esposo Rahat

Meu marido
É o mais bondoso,
Ele entende
Meus medos,
Abraça meus segredos,
Cuida dos perigos
A minha volta,
Me livra do infortúnio,
Das minhas ideias errôneas,
Sim,
Ele me ama
De uma maneira indescritível,
Que não encontra limites,
Que não tem fim,
Ele não me prende,
Ele me liberta,
Tolera meus hobbies,
Aprova as minhas ideias,
Vê em cada coisa
Os pontos positivos,
Alicerça as minhas bases,
Ele é incrível,
Eu já sofri repressão,
Solidão,
Violência com amores sórdidos,
Mas, nunca pensei
Que haveria algum perfeito,
Então, surgiu ele,
Pareceu tão tarde,
Me encontrou abatida,
De cabelos brancos
A sofrer pela vida
E me deu abrigo,
Amparou meus sonhos
E vive cada um deles
Comigo,
Meu esposo é inacreditável,
Incrivelmente lindo,
Me liberta
E me tem por sua amabilidade,
Ele adora tudo que faço,
Respeita tudo que digo,
Ele é incrível,
Eu o amo,
Sinto ciúmes
E medo,
Eu o amo
E ele me dá tanto calor
Que não consigo traduzir.
Te amo Rahat.

Sua

Acordei com a sensação
De que pertencia
A alguém e este alguém
Me queria
Para ser meu homem.
Foi uma sensação boa
De ser abraçada
E me sentir viva.
Aquela ideia
Do garoto que me abraçou
E deixou algo dele comigo,
É como se na distância
Permanecesse,
E na presença é indescritível.
Se chamar seu nome
O trouxesse,
Eu diria Alabbar mil vezes,
Se pedir seja meu
Baste,
Me seja,
Alabbar
E eu sou sua,
Irreparavelmente sua,
Pra sempre a sua Aline.

Até perder o fôlego

Era tarde da noite
Me decidi por comer
Bifes acebolados,
Retirei a carne
Da geladeira
Cortei em fatias,
Coloquei num recipiente
De vidro
E no lado eu cortei
Cebolas, alho, pimentão ,
Tomates e salsinha,
Coloquei tudo num prato.
Depois disso,
Eu retirei o pão,
Cortei a salada,
Temperei com vinagre
E sal
E por fim
Peguei a frigideira
E coloquei cordura,
Então, a coloquei
Sobre o fogão.
Deixei tudo na cozinha
Aquecendo,
Liguei a televisão
E o tempo passou,
O filme estava bom
Eu quis acompanhar
O roteiro.
Então, uma fumaça
Adentrou na sala
E eu pensei
Devo estar dormindo
É sonho.
Nisto comecei
A me sentir afogada,
Toda a casa estava
Em neblina,
Tudo começou a ficar 
Borrado
Como se fosse envolto
Por uma nuvem 
Que tragava tudo,
Inclusive meu ar,
Eu pensei que sonho
É este?
Então, uma motocicleta
Entrou na sala
Com pneus sujos
De lama recém molhada
Pela chuva,
Eu pensei que estranho
Não está chovendo...
E sobre a motocicleta
Meu irmão buzinou,
Retirou o capacete
E pude ver seu lindo
Rosto me sorrindo,
Seus braços abrindo
Para um abraço,
Meu coração pulsou forte
Como uma bola
Correndo até ele.
Eu me levantei
Quase sem fôlego
Fui até ele e o abracei
Sem ele descer da motocicleta.
Abracei forte
E pude sentir meu último
Suspiro se derreter
De saudade
E minha respiração
Ficou lenta,
Depois se dificultou mais.
E ele estava quente,
Seu coração batia
Contra meu peito,
Meu coração bateu
Tão forte de saudade...
Não queria soltar
O abraço
Mas minhas pernas ficaram
Fracas e o pulmão falhava,
Eu pensei Deus o que há?
Ele disse, Mirtes vá até
A cozinha e apague o fogo,
Vai queimar sua casa.
Eu pensei o quê?
Queimar minha casa?
Mas eu não teria onde morar
E precisava que meu
Irmão soubesse
Do meu paradeiro
Caso me buscasse
E precisava ter um lugar
Para ficar.
A passos fracos
Me joguei naquela fumaça
Escura e fedorenta,
Chegando lá
O fogo crescia sobre a frigideira
E tocava o teto
Queimando as ripas
Do foro.
Eu senti medo,
O fogo tocava meu corpo,
Ele pulava da frigideira
E consumia a sua volta,
A respiração foi ficando
Mais fraca,
O coração parecia
Nem pulsar,
Senti como se ele estivesse
Na sala com meu irmão.
As chamas chamuscavam
Meu corpo,
Então, eu peguei 
Uma vasilha com água 
E joguei sobre a frigideira 
E ela não apagou,
Pelo contrário,
O fogo cresceu
E ganhou proporções,
Não pode jogar água 
Sobre a frigideira em chamas,
A água faz com que o óleo 
Fique sobre ela e continue
A queimar,
Então, entre o desespero,
Eu peguei a frigideira
Corri para a sala
E a joguei lá na rua
Por sobre a grade
Da área,
Depois voltei,
Peguei toalhas
E as molhei,
Depois bati contra as chamas
Do foro até apagar.
A dor era lancinante,
Me senti consumir
Por aquelas labaredas
Que subiram por meus braços
E queimaram meus pelos,
Fazendo emergir bolhas
Sobre a minha pele.
Nisto,
Corri até às janelas
E abriu elas para permitir
A entrada de ar
Para sair aquele cheiro
Insuportável de óleo queimado,
Misturado a pelos,
Pele e dor.
Depois corri
Para a área aberta de casa,
Vi meu irmão seguir
Seu destino
Sobre sua motocicleta,
Passando pelo portão
Sem precisar levanta-lo,
Feito um fantasma
Rumo a algum lugar,
Distante de mim
Conforme a morte desejou
Assim que retirou ele
De nós.
O vi seguir de capacete
Na cabeça,
Vestido todo de couro
Escuro acelerando
Levemente a motocicleta
Sem pressa.
Me joguei contra
O portão
Para tentar alcançar...
E fiquei lá escorada
Aos prantos,
Ele se foi,
Eu estava a salvo.

Gosto de Acreditar

Dê pão as suas esperanças
E vinho para a aflição,
Que está caia em tristeza,
E tonteie a insatisfação.
Permita aos medos
Morrerem de fome,
Confia
Há para seus planos
O instante exato,
Há para os infortúnios
A perdição.
Nem tudo é como parece
Ou perfeito como quer-se,
Eu, por exemplo,
Tenho o coração mole,
O sangue quente,
Gosto de confiar,
Acreditar nas pessoas,
Amo tudo que for sonho,
E pessoas sinceras.

Chamo-te

Não será tarde
Ou em vão
Chamo seu nome
Em crucial paixão,
Peço-lhe o beijo,
Recuso o não,
Motivo este
Porque vivo,
Sedento e ardente
De voraz paixão,
Querer-te
Não se faz em vão,
Chamo-te
E aguardo o verão.
Ondas seguem
A saudade,
Flutuam sempre
Na sua direção,
A luz se faz tênue
Brilha mais neste coração,
Que chama seu nome,
O pede com sofreguidão.
Tudo que seja saudade,
Caminha e cavalga e tolera
Por ansiar seu nome,
Mora neste a sua espera,
Se volte e queira,
Há aqui quem te ama.

Seja Meu Mohamed

Chegue mais perto,
Sinta este momento mágico,
Se entregue a este beijo,
Veja as coisas sob meu aspecto,
Eu preciso de você comigo,
Ok, feliz aniversário atrasado,
Seu beijo para meu remédio,
É você sabe,
Esqueço as datas,
Esqueço tudo
Vendo seu corpo másculo
Desfilar pelo meu quarto
Eu só quero beija-lo,
Sentir o prazer inexplicável
De ter você comigo,
De você sendo meu abrigo,
O fogo da minha carne,
As palavras eróticas
Do meu vocabulário esquecido,
Sinta comigo
Todo o ardor que sinto,
Beije-me
Como eu te beijo
E tenha um feliz aniversário
Onde eu seja seu presente,
Eu esteja presente
E você seja só meu,
Mohamed.
Feroz amor que ganha
Minha pele,
Me toma pela mão
E eu já não sei resistir
De ser sua por inteiro,
Menina, mulher
Prisioneira de tanto desejo,
Feliz aniversário atrasado
Entre beijos e abraços
Enamorados,
Seja meu
Me beija,
Beija eu,
Seja meu,
Beija eu,
Seja meu Mohamed,
Minha preferência religiosa,
A primeira prece
Destes lábios queixosos,
Que há tanto tempo
Chama os seus,
Beija eu,
Seja meu.

Destino à ROCAM