segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Te amo

Todas as noites da escola
Eu buscava você
Eu era apenas
Uma garota
Nem conseguia entender,
Meu coração batia forte,
Eu tentava escrever,
Buscava entre as estrelas
Um rosto,
Ou um nome,
Um motivo para viver.
Ser tão distante,
Buscar coisas diferentes,
Estar no mesmo lugar
Cada noite,
Cada hora
E me acreditar estar correta,
Por aprender a pegar a caneta,
Rabiscar as letras,
Falar as frases bem feitas,
Escolher entre as melhores
Aquela que o fizesse
Se voltar,
Me ver.
Depois de você me ver,
Só queria ser a escolhida,
Ser sua querida,
O beijo que o faz estremecer,
O abraço que te coloca
Para sonhar,
A carícia que você busca
Assim que despertar.
Quis o destino
Nos por tão distantes,
Eu no ocidente,
Você do outro lado do poente,
Eu te buscando,
Você, talvez, inconsciente
De que existo,
De que o quero perto,
Até mesmo,
De que preciso de você
Aqui comigo,
Mas vai valer .
Será importante
Quando você souber
O quanto cada noite de estudos
Me cobrou de atenção,
Exigiu compromisso e dedicação.
As noites mal dormidas
A busca da melhor palavra,
Tudo isto valeu a pena
Contanto que você saiba
Que eu te busquei muito antes
Do seu olhar me em encontrar
E coloquei em casa frase
A urgência de te ter a me amar.
Estou aqui para te falar
Que eu te amo,
Te amo,
Te amo,
E cada noite
Que entreguei,
Mesmo antes,
A você
É a noite favorita,
A melhor empregada,
A grande guinada
Da minha vida,
Porquê amo você
A cada dia,
Em cada promessa,
Em cada olhar,
Com tamanha urgência
E amor que só você
Consegue despertar.

Poderoso e Amando Você

Unida a você,
Passa da meia noite,
Eu cansei,
De ficar tão longe,
De insistir
Em desistir do que houve,
Sim,
Eu volto pra você.
Poderoso e feliz,
Lembro bem
Como o deixei,
Passa da meia noite,
Dirigir não me faz bem,
Eu tenho aonde ficar,
Sem onde quero estar,
Sim,
Voltou agora para você.
Unido a você,
Vejo toda distância
Como algo ruim,
Tenho nossa casa,
Seu abraço
A me esperar
Me diga porque estou assim?
Apaixonado e tão distante?
Dobro a esquina,
Rompo a cidade,
Eu volto atrás,
Acorrentado e amando você,
Todo o destino
Que me tire do seu caminho
Não me faz tão bem,
Sim,
Prefiro voltar,
Estar ao seu lado,
Estou munido de todas as certezas
É com você que quero estar.

A Chuva

A chuva cai
Envolta na neblina,
Eu tento me aproximar
E vejo seu olhar,
Por trás da cortina
De frio e vida,
Com o chuviscar
Molhando seu rosto.
Não me movo,
Fico a contemplar,
Cada gota
Que caindo lhe toca,
Acaricia sem me perguntar,
A chuva
Não importa-se
Com o tanto que te amo,
Ela não sente ciúmes,
Só vem lá de cima
E o toca,
Percorre cada ângulo,
Chega até sua boca,
Molda seu sorriso
E desce até sua roupa.
A chuva chega
Até meus olhos
Feito uma carícia
Que toca seu rosto,
E vem até minha face,
Eu me delicio
Em vê-lo a molhar-se,
Sorrateiro a ver o infinito
Me deixa embasbacada
A contemplar-te
E pronto.
A chuva fina
De gota a gota
Molha seus cabelos,
Escorre por todo o rosto,
Você parece não notar,
Como se fosse suor,
Fria e úmida o percorre,
Eu sorrio,
Envolvo seu pescoço
Com ambos os braços
E o beijo nos lábios,
Agora a chuva chega
Até você
E percorre-nos quente
E sedenta de nossas vontades,
Ela nos envolve,
E entrelaça nossos desejos.

Cobrança de Dívida

“A dívida é antiga”,
Ele disse
Por suas costas
Retendo sua saída
Ao segura-la pelo cotovelo,
Assim que Beance
Virou-se
Não teve tempo de ver
Pois foi tomada
Por um beijo longo
E plácido,
Mãos hábeis lhe tomaram
O vestido
E dedos rápidos
Desatavam seus nós.
Logo, viu-se sem saída
De encontro a um corpo nu,
Possuída por um homem
Arrebatador,
“É amor?”
Ela indagou,
Próximo do beijo chegar
Ao fim.
“Não, é uma cobrança!”
Ele disse.
Pegou o carro
E a deixou nua no estacionamento.
Irritada, ela buscou
As imagens das câmeras
E descobriu se tratar
De um amigo íntimo
De sua família,
Juntou um bolo,
Algumas guloseimas
E foi até ele.
Ao bater a porta
Um sorriso desconfiado
Abriu-a,
E a tomou num beijo.
“É amor?”
Ela indagou
Próxima do fim.
“Cobranca?”
Ela indagou,
E ele a ergueu no colo
Com beijos quentes
A pôs para fora de casa
Nua na escada da rua,
Com a porta
A fechar-se
Contra seu rosto.
Isto a deixou pior ainda,
Foi obrigada
A retornar para casa
Completamente nua
No carro,
Dirigindo descompassada
Até sua casa.
Não tardou,
E retornou até ele,
Desta vez,
O buscou no trabalho,
Levou café e sanduíches,
Não esperou ser recebida,
Entrou no prédio,
Foi até sua sala
E o encontrou sentado
Na mesa de trabalho
Com documentos a sua frente
E uma caneta entre os dedos.
Soltou a bandeja
Com os cafés e sanduíches
Deixando seu rosto a mostra,
Logo ele se levantou,
A puxou pela cintura
E outra vez fez amor com ela,
Ali mesmo
No escritório,
Entre sussurros,
Beijos e afagos quentes,
No tapete da sala.
“É amor, isto?”
Ela indagou outra vez.
“e cobrança.”
Ele respondeu,
A pôs para fora da sala
Nua, reteve o vestido
E o pendurou
Para que ela o visse
Da outra sala
Por intermédio do vídeo
Da porta.
“Maldito”
Ela gritou
Esmurrando a porta,
Chocando seus seios fartos
Contra o vidro,
Os empregados que estavam
Pela sala pararam o trabalho,
E se puseram a olha-la,
Constrangida ela correu
Para a escadaria
E saiu nua até seu carro.
Lá esperou,
Vendo Rompendo sair,
Se achegou por trás dele,
Assim que tentou
Abrir a porta do próprio carro,
Nua e desinibida,
Esfregou seu corpo suado
E o acariciou,
O amor ocorreu espontâneo
Entre os dois.
“Que te devo?”
Ela indagou,
Depois de vê-lo
Outra vez no estacionamento,
Passou a espera -lo
Em cada dia,
Cada vez ficou nua,
Em todas voltou desta forma
Para casa,
Porém, agora
Ela apresentou um documento
Lá constava que estava grávida,
Eles teriam um filho,
Então, o relacionamento
Teria de ser levado a sério,
“Estou grávida de um filho seu”.
Ela disse ao ouvido dele,
Sentada no banco
Do seu carro enquanto
O beijava trêmula
E ansiosa.
“ eu emprestei muito dinheiro
A seu pai,
Ele negou a dívida,
Preciso que seja paga...”
Ele falou sério.
“ Como assim?”
Ele empurrou o rosto dela
Gentilmente para trás
E encerrou a conversa:
“Te expor nos jornais nua
Por mil vezes faz parte
Da cobrança da minha dívida?”
“como assim?”
Ela indagou
Lhe desferindo um tapa
Contra o rosto perfeito.
“ Nunca foi amor,
Eu só a usei
Para destruir sua família!”
“o quê?”
Ela indagou atordoada.
“ eu sou inimigo
Do seu pai.”

domingo, 7 de dezembro de 2025

Te amo

São escuros os olhos
Deste que amo,
É escura, também,
Sua pele,
Também é escuro
O seu cabelo.
Este que amo
É um moreno alto,
Um homem forte,
E eu vejo sua fotografia
E me inspiro,
Vejo seu rosto
E tenho força,
Vejo-o
E quero sempre
Estar perto,
Abraçada e segura.
Ele é simples,
Um garoto trabalhador,
Se veste de maneira simples,
Me protege,
Guia meu caminho,
Está sempre comigo,
Realça minhas qualidades,
Destaca meus pontos fortes,
Me apoia desde o mais corriqueiro
Até o mais importante.
Este que amo
Me ama,
Mora comigo,
É meu marido.

Rumores na Estrada

Quando se é menina,
A gente carrega sonhos
De adolescente,
Na nécessaire de maquiagem,
E então,
Ouve aquele boato
Sobre seu último garoto
Que falou algo do qual
Você tenha desgostado,
Nesta época,
Você devolve na mesma moeda,
Prova veneno com veneno,
E leva adiante um fuxico,
Sem ir até a pessoa
E descobrir se é verdade
Ou mentira.
Porquê se tem idade
Para isto,
E devolver fuxico
Com maldade é o bastante,
Contudo, quando você
Amadurece
E coloca na nécessaire
Esmaltes de unha,
Perfume e até mesmo
Um hidratante corporal,
Ver o outra uma calcinha,
Ou um absorvente diário,
Nesta época,
Os fuxicos deixam
De ser ouvidos
E devolvidos,
E você passa a repensar
No que houve
Para a história se desvirtuar
Desta maneira desmedida,
O por que de determinado boato
E os efeitos disto
Sobre você mesma,
Nesta data você para
De destilar venenos
E recata palavras,
Contém frases,
Evita olhares
E corta a conversa.
Mais tarde,
Você acrescenta um celular
A sua nécessaire favorita,
Aí neste instante,
Os boatos lhe dão náusea,
Tiram a fome,
Despertam dores de cabeça,
Aí você decide
Ir até a pessoa
E buscar respostas,
Já não basta a conversa
Que chegou até você,
Você ouve o fuxiqueiro,
Retém os motivos dele,
E vai atrás do outro
Para resolver de verdade
O problema que você
Tanto alongou
Que tomou proporções
Que agora não parece
Que você nunca se importou
Anteriormente
Ou tentou evitar a catástrofe.
Tudo gira no seu entorno
Feito uma fita de dois lados
Que gravada não muda os fatos,
Só repete e repete sem parar,
Aí você quer voltar
Lá atrás
Ter novamente seus quinze anos,
Depois vinte,
E depois tantos,
Bem...
Não se tem tanto tempo,
Nem disponibilidade
Para se achar tudo importante,
Rever nomes,
Repensar atitudes,
Cobrar favores pendentes,
Exigir desculpas,
Discutir boatos,
Devolver tapas guardados,
Gritar toda a mágoa,
Excluir amizades,
Desfazer intrigas,
Evitar que conversas
Se perpetuem.

Um Beijo Bom

Sempre há um alguém
Que me remete
Ao meu passado,
Puxa um nome,
Busca uma lembrança
E tentar me mostrar
Que foi melhor que hoje.
Não,
O passado ficou para trás,
Se não foi paixão,
Quando estava ao meu lado
Menos é agora
Que só vem as memórias
E em partes eu lembro
Do que foi bom,
Em partes me apego
Ao que foi ruim,
Vou deixar de exageros,
Pois sei,
Foi melhor assim.
O passado
Quando é bom
Não deixa de existir,
Não é substituído,
Não torna-se pior
Para melhorar após.
Recordar amores,
E pensar que seria bom
Voltar atrás
É besteira
De quem não gosta
Do presente que você vive,
E quer virar suas ideias,
Mexer com suas verdades,
Até ver você sofrer,
Tudo que um dia houve,
Nem lá foi bom,
Muito menos iria ser,
O que houve um dia,
Acabou lá
Quando houve o fim,
É assim.
Viver um erro antigo
É preparar-se para um futuro
Positivo,
Em que o amor
Que surja para substituir
O outro,
Cure as feridas,
Seja melhor que o antigo,
Senão não é amor,
Nem precisa ser correspondido,
Usa-se a experiência
Para atuar sobre aquele
Que está ao seu lado
E esquece o resto,
O que acabou,
Já reconheceu seu fim,
Não precisa ser repensado,
Revivido
Como se merecesse
Algo diferente do que houve.
Um beijo ruim
Não precisa ser treinado,
Revivido,
Trabalhado,
Ele tem fim,
E outro beijo
Toma o lugar deste,
Até que seja bom,
E não tenha outro beijo
Senão este.

Destino à ROCAM