segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Cobrança de Dívida

“A dívida é antiga”,
Ele disse
Por suas costas
Retendo sua saída
Ao segura-la pelo cotovelo,
Assim que Beance
Virou-se
Não teve tempo de ver
Pois foi tomada
Por um beijo longo
E plácido,
Mãos hábeis lhe tomaram
O vestido
E dedos rápidos
Desatavam seus nós.
Logo, viu-se sem saída
De encontro a um corpo nu,
Possuída por um homem
Arrebatador,
“É amor?”
Ela indagou,
Próximo do beijo chegar
Ao fim.
“Não, é uma cobrança!”
Ele disse.
Pegou o carro
E a deixou nua no estacionamento.
Irritada, ela buscou
As imagens das câmeras
E descobriu se tratar
De um amigo íntimo
De sua família,
Juntou um bolo,
Algumas guloseimas
E foi até ele.
Ao bater a porta
Um sorriso desconfiado
Abriu-a,
E a tomou num beijo.
“É amor?”
Ela indagou
Próxima do fim.
“Cobranca?”
Ela indagou,
E ele a ergueu no colo
Com beijos quentes
A pôs para fora de casa
Nua na escada da rua,
Com a porta
A fechar-se
Contra seu rosto.
Isto a deixou pior ainda,
Foi obrigada
A retornar para casa
Completamente nua
No carro,
Dirigindo descompassada
Até sua casa.
Não tardou,
E retornou até ele,
Desta vez,
O buscou no trabalho,
Levou café e sanduíches,
Não esperou ser recebida,
Entrou no prédio,
Foi até sua sala
E o encontrou sentado
Na mesa de trabalho
Com documentos a sua frente
E uma caneta entre os dedos.
Soltou a bandeja
Com os cafés e sanduíches
Deixando seu rosto a mostra,
Logo ele se levantou,
A puxou pela cintura
E outra vez fez amor com ela,
Ali mesmo
No escritório,
Entre sussurros,
Beijos e afagos quentes,
No tapete da sala.
“É amor, isto?”
Ela indagou outra vez.
“e cobrança.”
Ele respondeu,
A pôs para fora da sala
Nua, reteve o vestido
E o pendurou
Para que ela o visse
Da outra sala
Por intermédio do vídeo
Da porta.
“Maldito”
Ela gritou
Esmurrando a porta,
Chocando seus seios fartos
Contra o vidro,
Os empregados que estavam
Pela sala pararam o trabalho,
E se puseram a olha-la,
Constrangida ela correu
Para a escadaria
E saiu nua até seu carro.
Lá esperou,
Vendo Rompendo sair,
Se achegou por trás dele,
Assim que tentou
Abrir a porta do próprio carro,
Nua e desinibida,
Esfregou seu corpo suado
E o acariciou,
O amor ocorreu espontâneo
Entre os dois.
“Que te devo?”
Ela indagou,
Depois de vê-lo
Outra vez no estacionamento,
Passou a espera -lo
Em cada dia,
Cada vez ficou nua,
Em todas voltou desta forma
Para casa,
Porém, agora
Ela apresentou um documento
Lá constava que estava grávida,
Eles teriam um filho,
Então, o relacionamento
Teria de ser levado a sério,
“Estou grávida de um filho seu”.
Ela disse ao ouvido dele,
Sentada no banco
Do seu carro enquanto
O beijava trêmula
E ansiosa.
“ eu emprestei muito dinheiro
A seu pai,
Ele negou a dívida,
Preciso que seja paga...”
Ele falou sério.
“ Como assim?”
Ele empurrou o rosto dela
Gentilmente para trás
E encerrou a conversa:
“Te expor nos jornais nua
Por mil vezes faz parte
Da cobrança da minha dívida?”
“como assim?”
Ela indagou
Lhe desferindo um tapa
Contra o rosto perfeito.
“ Nunca foi amor,
Eu só a usei
Para destruir sua família!”
“o quê?”
Ela indagou atordoada.
“ eu sou inimigo
Do seu pai.”

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