sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Mulher

Recado para você
Mulher independente,
Não se fragilize
Quando estiver forte,
Não adoeça
Em sua busca,
Se acreditar
Lute,
Se lutar,
Não se arme.
Caríssima garota
Que sempre acreditou
Nos seus sonhos,
Não se enfraqueça,
Não dependa de outros,
Seja forte com sua família,
Não desmorone
Na primeira negativa,
Não cultue seu corpo,
Não idealize fatores externos,
Consiga dizer
E acreditar no que fala,
O destino costuma trazer
A todos que vão em busca,
Levantei da cadeira,
E vá.

Família

Nem em todos
Os instantes
Eu serei perfeita
Para nós,
Mas, em cada dia
Me esforçarei
Para ser melhor.
Se erro num instante,
Me esforço no outro,
Não fico sem me arrepender,
Me arrependo
Eu peço perdão,
Não consigo permitir
Que durmamos brigados,
A ira e o distanciamento
Não proporcionam sonhos,
Como eu posso acordar
Feliz como anteriormente
Se discutimos
E eu acreditei nos motivos
Que nos guiaram a isso?
Não posso tolerar
Está ideia,
Vez que,
Não sentirei forças
Pera acordar pela manhã
Ou capacidade
De seguir com os planos
Que criamos juntos
Para realizarmos unidos.
Eu sou falha,
Sou sua,
Sou nossa,
Sou família,
Nossa amada família,
Unida e consagrada.

Coisas que o Amor Proporciona

O amor acredita,
O amor cede,
O amor palpita,
O amor tem fé,
O amor suporta,
O amor busca,
O amor alicerça,
O amor realiza.
É na simplicidade
Do dia-a-dia
Que o amor se demonstra
Com pequenos detalhes,
Com grandes amostras.
Aos poucos
As dificuldades surgem
E são da mesma maneira
Afastadas do lar.
O amor impõe limites,
Valoriza as qualidades,
Afasta os defeitos,
Ajuda sem pedir permissão,
Se aproxima,
Sempre está disposto,
O amor cuida
E dá paixão aos dias.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Em Algum Lugar na Roça

Olana vivia
Com seu esposo
Em uma chácara.
Lá cultivam frutos
E flores,
Além de cuidar
Dos pássaros
Em liberdade.
Dormiam tarde
Tomando chá
Sentados em um banco
Feito de ferro
E madeira na beira
Do rio
Que corria límpido
Com suas águas esverdeadas.
Na noite,
A lua e as estrelas
Coloriam o céu,
Próximo a eles
Vagalumes brincavam
Com suas luzes.
Olana e Majael abraçavam-se
No escuro,
Vendo as horas passar
Tomando suco de frutas.
As frutas eram colhidas
De seu pomar.
No entanto,
Certa noite,
Foram obrigados
A correr para dentro
De suas casas,
Porque ouviram barulhos
De tiros próximo a eles.
Com medo de bala
Perdida
Eles esconderam-se
Embaixo de sua cama.
Três dias depois disso,
Olana acordou
E ao sair para fora
Havia um cão enorme
Em frente ao seu jardim
Que a atacou ferozmente.
O cão veio junto a
Um bando com seu dono
Caçar bichos selvagens
Próximo a chácara
E por ficar perdido
Permaneceu no lugar.
Majael saiu rápido
Para fora de casa
E a salvou.
Porém, seu braço
Ficou tristemente ferido.
Sangrava e os dentes
Do cachorro fizeram
Marcas profundas.
Mas, isso não enfureceu
Olana que apenas
Amarrou o cão
E aguardou até que alguém
Reclamasse a ausência
Do animal para ele
Ser devolvido.
Pássaros foram encontrados
Caídos e feridos
Próximos ao banco
Onde estavam sentados,
Olana agachou-se vendo
Os bichinhos
Com suas asas quebradas,
Pernas fraturadas
E outros mortos
E chorou muito.
Porém, Majael sempre educado
Cuidou de um a um
Dos bichinhos
Os colocando provisoriamente
Dentro de uma caixa
De papelão,
E depois fez um cercado
De madeira e tela
Com telhas para soltar
Os animais onde deu
A eles comida e água
E passou pomada
Em seus ferimentos.
Contudo,
Cinco dias depois
O cão sumiu dentro
Da noite,
E a porta do viveiro de aves
Foi encontrada aberta
Com penas ao redor
E nenhuma ave dentro.
Por pouco Majael não desmaia,
Ele passou muito mal.
Correu até Olana
E a acordou assustado
E aos prantos.
Ambos amavam aqueles
Pássaros de cantar
Tão lindo.
Sem sinal de aparecer
O dono do cão,
Ou a pessoa que fez isso,
Majael ligou para a delegacia
Local,
Onde informou tudo que ouve.
Ganhou orientações,
E deixou o policial da cidade
Em alerta quanto
Aos danos que vinha sofrendo.
Nesta mesma noite,
Estavam ambos sentados
No banco beijando-se
E fazendo amor
Quando um objeto
Lhe acertou o braço
E por pouco não o quebrou.
Desnorteado,
Majael levantou
Do banco,
Pegou Olana no colo
E correu com ela até o escuro,
Onde permaneceram
Escondidos atrás de
Uma árvore
Para não serem vistos.
Conversando ele contou
Da dor que sofreu,
Mas, por achar que se
Tratava de uma picada
De cobra voltaram
Para casa.
No entanto, sob a luz
Da casa viram
Que não havia mordida,
Tinha apenas um roxo
Redondo que parecia
Vir de uma pedra.
- alguém está caçando
Aqui perto de casa
De estilingue?
Ele indagou.
-parece que sim.
Olana disse.
Na manhã seguinte
Encontraram outras vez
Uma variedade grande
De pássaros mortos
E feridos no chão
Próximo a sua casa.
Indignado,
Majael pegou o caico
E remou até o outro
Lado do rio
Onde não teve dúvidas
Sobre o que viu.
Encontrou cabeças
De passarinho sobre
As pedras na beira da água,
Penas espalhadas
Por todo o canto,
Pés soltos próximos
Ao leito e tripas espalhadas
Junto de sangue no local.
Descontente,
Pegou o caico do vizinho
E afundou no meio
Do rio para ele ser impedido
De passar para o outro lado.
Depois disso,
Foi para própria casa e
Informou a polícia sobre
O que encontrou.
A polícia foi até lá
E descobriu que eles
Caçavam os pequenos
Pássaros para se alimentar,
O que era errado,
Vez que os pequenos animais
Estavam em ameaça
De extinção.
Então, a polícia apreendeu
Muitos animais congelados
No freezer e os usou como
Provas contra os atos criminosos.
Encontrou também,
Armas, munição, estilingue
E os cães.
Todos foram apreendidos,
E o casal de vizinho
Com seu filho de dezenove anos
Foram presos.

Cultivar o bem

Não cultivo o ódio,
Não rego discórdia,
Não semeio raiva,
Não tiro a paz.
Costumo viver
Minha vida
De maneira solitária,
Não me envolvo,
Não espalhou boatos,
Gosto de estar
No meu canto.
Nunca me considerei inimiga,
Nunca vi alguém
Por este olhar,
Sinto medo de pessoas
Que classificam umas
As outras,
Eu digo,
Se errei me perdoa,
Mas, se a outra pessoa erra
Que custa admitir,
Falar a verdade,
Conversar sobre o que houve,
Eu tenho medo
De pessoas que
Me sorriem
Se por trás nutrem ódio,
Ou por frente,
Ódio é o que há
De mais terrível.
Tenho medo do ódio
E das pessoas que
O cultuam.

Amar é importar-se

Amar é
Importar-se,
Hoje pela manhã
Acordei às sete horas,
Já havia saído o sol,
Estava tão claro,
Que neste verão de janeiro
Parecia quente.
Saí com minha xícara
De café na janela,
Olhei para o lado
Em busca do meu esposo
Ele estava no jardim
Arrancando o mato
De entre grama,
Eu sorri.
Terminei o café,
Peguei a enxada
E fui até ele,
Cheguei por trás
De sua camiseta suada
E suja de terra,
Então, o abracei forte,
E me agachei ao seu lado
Para ajudá-lo.
Quando o sol
Realmente aqueceu,
Por volta das 11 horas
Nós voltamos pra casa
Suados para tomar
Banho juntos,
Depois fizemos almoço.

Vítimas do sistema

Rotular,
Rotular um alguém,
Rotular uma profissão,
Rotular as vestes,
A fala,
O comportamento.
Despreocupar,
O dinheiro paga
Um alguém,
Paga a profissão,
Paga as vestes,
Paga a fala,
Paga o comportamento,
O dinheiro apaga tudo isso.
Libertar,
Desgostar de alguém,
Generalizar uma profissão,
Odiar suas vestes,
Sua fala,
Redundar seu comportamento.
Odeia-se a pessoa
E espalha-se todo o boato
Do mundo contra ela,
Classifica a pessoa,
E ninguém preocupa-se
Com quem ela é,
Despreocupa-se dos boatos
Que ouvia,
Ou paga para ouvir
O que ela tem a dizer
Sobre si própria,
E tirar um tempo
Do seu tempo
Para ouvir está pessoa
Vitimizada socialmente
Ninguém está disposto,
Ou conhecê-la,
Ou reconhecer a mentira
Enrustida no seu redor...
Quer-se o livrar,
O rejeitar,
O distanciar.
Vive-se uma relação
Sistematizada de amizades
Artificiais onde importa
O dinheiro que retunda
O ambiente.

Casada, Mãe e Trisal