sábado, 24 de janeiro de 2026

Meu Homem

Meu homem
É único,
É o garoto mais perfeito,
O olhar mais seguro,
O abraço para o qual
Eu corro e fico.
Meu homem é incrível,
Tem todas as virtudes,
Todas as qualidades,
E todo o carinho
Para me dar conforto
E amparo.
Meu homem é o mais lindo,
Eu sinto ciúmes,
Ele é o mais grandioso,
O mais perfeito dos homens,
Tem o sorriso mais lindo,
Eu amo meu esposo
E o quero pra sempre.
Cuido dele,
Abraço e protejo ele,
Amo ele
Pra sempre.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Saudade

E então,
Tem coisas que
Nos motivam a fugir
Da realidade,
Situações nas quais
Não nos adequamos.
Ocorreu desta forma:
Bebi,
Bebi muito,
Coloquei salto alto,
E dirigi,
Percorri a cidade
E parei na minha própria casa.
Bêbada,
E chorando adormeci
Dentro do próprio carro
Na área da casa.
De repente, acordei
O sol estava forte demais
Eu estava caída
Sobre um campo de flores
Silvestres que percorriam
O chão de um jardim inglês.
Meu irmão
Chegou por trás de mim
E disse:
“Acorda mimada,
Você dormiu bêbada?”
Eu disse.
“Sim”.
E olhei para o seu rosto,
Então, pulei do chão
E o agarrei com toda a alma,
Eu só queria mantê-lo,
Me manter no seu abraço,
Beijar seu rosto
E deixar as lágrimas caírem.
“Eu nunca estive mais feliz “
Falei em prantos.
Então, o puxei do jardim
Para irmos andar a cavalo.
“Vem, vamos cavalgar”.
Eu falei.
“Calma, estou indo”
Ele disse sorrindo.
Chegamos ali estábulo
Pegamos um cavalo,
Ele subiu,
Estendeu a mão para eu,
Me puxou,
E eu subi.
Fui na garupa.
“Andar a cavalo
Nunca foi tão bom “
Eu disse.
E ele gargalhou alto
E mexeu na corda
Que havia no cavalo
E ele correu.
Percorremos o jardim
Na frente do lago,
Fomos mais adiante
Por entre as árvores
E fomos mais longe
Onde descemos
E deixamos o cavalo pastar.
Fomos colher uvas
Na lareira logo em frente,
O cavalo se aproximou
E comeu também as uvas.
“Olha, ele come uvas”
Eu disse.
Meu irmão gargalhou
“Come sim”.
Então, veio um clarão terrível,
Eu pisquei algumas vezes,
Tirei o cabelo do rosto
E me vi em meu quarto
Dormindo sobre a cama
Com uma garrafa de vodka
Ao meu lado.
“Arg”.
Eu disse,
E era nojento,
Derramou o líquido
Sobre o travesseiro,
O cobertor e eu.
Eu sorri contra
A palma da minha mão
E percebi que estava
Bêbada assim que
Respirei meu próprio ar.
“Cadê meu irmão?”
Eu perguntei alto
Enquanto jogava
A cabeça contra o travesseiro.
Fechei os olhos
E forcei o sono,
Dormi outra vez.
Semiacordada,
Eu busquei o cavalo,
Encontrei lá longe
Em minha mente,
Cheguei perto dele
E abracei seu pescoço
Eco beijei
“Fique comigo”
Eu disse a ele.
“Por favor”
E o abracei tão forte
Que me permiti a certeza
De crer que os assim abraçados
Amam este que o abraçou,
Então, concluí
Que este cavalo me amava
E me amando ficaria.
Com está certeza
Corri tirar frutas,
Fui para baixo da parreira,
Me vi de vestido comprido
E tirei muitos cachos de uva.
Então, saí de lá
E vi um lago,
Com patos e peixes,
Fui para a frente do lago
E me sentei,
Retirei as uvas do vestido
E soltei ao meu lado
“Come meu irmão “
Eu falei.
E vi meu irmão chegar ali,
Sorrindo e feliz,
Se sentar e comer.
Nós jogamos as cascas
Para os bichinhos
E eles comiam.
Nós nos abraçamos,
Deitamos para trás
E olhamos o céu azul
De poucas nuvens,
“Eu vou te amar
Pra sempre meu irmão “
Eu disse abraçada a ele.
“Que conversa é essa?”
Ele pediu sorrindo.
“Te amo”
Eu falei.
E o apertei.
Depois saímos e corremos
Atrás um do outro
Jogando uvas e cascas
Nas costas um do outro
“Idiota”
Eu disse.
“Você não me pega”
Ele falou.
E correu,
Correu muito
Até suarmos
Ao redor daquele lago.
Então, houve um barulho
Intenso e ameaçador,
Eu me movi,
Algo feriu meu quadril,
Tudo ficou estranho,
Acordei e a garrafa de vodka
Estava embaixo
Do meu corpo me ferindo
E ainda derramando líquido.
Retirei ela dali
E a joguei fora
Contra a parede,
Ela não pareceu quebrar
Apenas derramou mais
Líquido
E caiu no chão
Fazendo ruído.
Aí eu me levantei,
Corri do quarto,
Fui até a sala,
Fui para a cozinha,
Passei no banheiro,
Fiz xixi,
E chamei meu irmão
“Gilvan? Meu irmão.”
Olhei para fora
Do banheiro
Depois de vestir
A roupa e disse
“Te amo”
Saí do banheiro
E voltei para o quarto
Correndo e atônita,
Me joguei na cama
E busquei o sonho.
Me vi correndo,
Passando por meu irmão
Ao redor do lago,
E voltando,
Três vezes,
Aí o agarrei pelo braço
E o segurei
“Meu irmão”
Eu disse.
“É”
Ele falou.
“Vamos tirar laranjas”
Falei,
Ele subiu na árvore alta,
Chegou lá na ponta,
Retirou as frutas e jogou,
Eu as segurava,
As soltei no chão,
A espera de outras,
Quando tínhamos muito
Eu disse.
“Agora desça”
E ele desceu
No final
Eu ofereci minha mão
Para ajudar e ele aceitou,
Nos sentamos comer laranjas,
Depois fomos andar a cavalo,
E seguimos,
Nisto acordei outra vez.
Passaram-se muitas horas
Depois de eu ter bebido
Tanto e dormido embriagada,
Peguei o carro
E levei um maço de flores
Para ele no cemitério.
Abri o portão,
Retirei as flores
De dentro do carro,
Eu sempre tenho
Flores comigo,
Cheguei em sua lápide
Me ajoelhei ao lado
Enquanto soltava as flores
E disse
“Meu irmão,
Eu te amo”.
De alguma forma
Sinto que ele ficou feliz,
Me senti satisfeita
Pelo fato de ele saber
Que o amo
E se houvesse qualquer forma
De trazê-lo de volta,
Eu o traria.
Adormeci sobre a lápide,
Acordei e busquei ele,
“Meu irmão?”
Eu disse.
Mas ele não falou.
A morte silencia
As palavras.
“Eu te amo”
Disse outra vez,
Depois disso,
Beijei sua lápide.

Valorize-se

Cara mulher
É tão difícil
Lutar para brincar,
Abraçar a boneca
E ser forte no futebol,
Deixar o batom
E lavar bem os cabelos.
É difícil a passagem
De menina para moça
E de moça para garota,
Nem sempre cumprimos
Com as expectativas,
As vezes,
Achamos que estamos apta
A vestir uma saia,
Mas, ao aparecer em público
Vemos que a ideia foi um erro.
A vida é assim,
Uns lutam pelo casamento,
Outras querem estudar,
Se dedicar a um bom emprego,
Conquistar a casa própria,
E nisso incluir um amor.
Dar valor ao próprio corpo,
Saber o preço de cada adorno
Que se dispõe pelos arredores,
Entender que lá fora
A mulher precisa ser valorizada
Como foi amada pelos pais,
Do contrário,
Se for para seu amigo
Te menosprezar
E seu namorado te amar menos,
Fique em casa,
Leia um bom livro,
Busque um novo emprego,
Lute por um salário melhor,
Mas, não permita nunca
Ser valorizada menos
Que sua família lhe valorizou
Dentro de casa.
A filha criada
Para o amor
Não merece menosprezo,
Não tolere violência
Sobre você,
Não aceite
Quem te rebaixa,
Leia, estude, busque,
Ninguém é criado
Para ser menosprezado.

Mulher

Recado para você
Mulher independente,
Não se fragilize
Quando estiver forte,
Não adoeça
Em sua busca,
Se acreditar
Lute,
Se lutar,
Não se arme.
Caríssima garota
Que sempre acreditou
Nos seus sonhos,
Não se enfraqueça,
Não dependa de outros,
Seja forte com sua família,
Não desmorone
Na primeira negativa,
Não cultue seu corpo,
Não idealize fatores externos,
Consiga dizer
E acreditar no que fala,
O destino costuma trazer
A todos que vão em busca,
Levantei da cadeira,
E vá.

Família

Nem em todos
Os instantes
Eu serei perfeita
Para nós,
Mas, em cada dia
Me esforçarei
Para ser melhor.
Se erro num instante,
Me esforço no outro,
Não fico sem me arrepender,
Me arrependo
Eu peço perdão,
Não consigo permitir
Que durmamos brigados,
A ira e o distanciamento
Não proporcionam sonhos,
Como eu posso acordar
Feliz como anteriormente
Se discutimos
E eu acreditei nos motivos
Que nos guiaram a isso?
Não posso tolerar
Está ideia,
Vez que,
Não sentirei forças
Pera acordar pela manhã
Ou capacidade
De seguir com os planos
Que criamos juntos
Para realizarmos unidos.
Eu sou falha,
Sou sua,
Sou nossa,
Sou família,
Nossa amada família,
Unida e consagrada.

Coisas que o Amor Proporciona

O amor acredita,
O amor cede,
O amor palpita,
O amor tem fé,
O amor suporta,
O amor busca,
O amor alicerça,
O amor realiza.
É na simplicidade
Do dia-a-dia
Que o amor se demonstra
Com pequenos detalhes,
Com grandes amostras.
Aos poucos
As dificuldades surgem
E são da mesma maneira
Afastadas do lar.
O amor impõe limites,
Valoriza as qualidades,
Afasta os defeitos,
Ajuda sem pedir permissão,
Se aproxima,
Sempre está disposto,
O amor cuida
E dá paixão aos dias.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Em Algum Lugar na Roça

Olana vivia
Com seu esposo
Em uma chácara.
Lá cultivam frutos
E flores,
Além de cuidar
Dos pássaros
Em liberdade.
Dormiam tarde
Tomando chá
Sentados em um banco
Feito de ferro
E madeira na beira
Do rio
Que corria límpido
Com suas águas esverdeadas.
Na noite,
A lua e as estrelas
Coloriam o céu,
Próximo a eles
Vagalumes brincavam
Com suas luzes.
Olana e Majael abraçavam-se
No escuro,
Vendo as horas passar
Tomando suco de frutas.
As frutas eram colhidas
De seu pomar.
No entanto,
Certa noite,
Foram obrigados
A correr para dentro
De suas casas,
Porque ouviram barulhos
De tiros próximo a eles.
Com medo de bala
Perdida
Eles esconderam-se
Embaixo de sua cama.
Três dias depois disso,
Olana acordou
E ao sair para fora
Havia um cão enorme
Em frente ao seu jardim
Que a atacou ferozmente.
O cão veio junto a
Um bando com seu dono
Caçar bichos selvagens
Próximo a chácara
E por ficar perdido
Permaneceu no lugar.
Majael saiu rápido
Para fora de casa
E a salvou.
Porém, seu braço
Ficou tristemente ferido.
Sangrava e os dentes
Do cachorro fizeram
Marcas profundas.
Mas, isso não enfureceu
Olana que apenas
Amarrou o cão
E aguardou até que alguém
Reclamasse a ausência
Do animal para ele
Ser devolvido.
Pássaros foram encontrados
Caídos e feridos
Próximos ao banco
Onde estavam sentados,
Olana agachou-se vendo
Os bichinhos
Com suas asas quebradas,
Pernas fraturadas
E outros mortos
E chorou muito.
Porém, Majael sempre educado
Cuidou de um a um
Dos bichinhos
Os colocando provisoriamente
Dentro de uma caixa
De papelão,
E depois fez um cercado
De madeira e tela
Com telhas para soltar
Os animais onde deu
A eles comida e água
E passou pomada
Em seus ferimentos.
Contudo,
Cinco dias depois
O cão sumiu dentro
Da noite,
E a porta do viveiro de aves
Foi encontrada aberta
Com penas ao redor
E nenhuma ave dentro.
Por pouco Majael não desmaia,
Ele passou muito mal.
Correu até Olana
E a acordou assustado
E aos prantos.
Ambos amavam aqueles
Pássaros de cantar
Tão lindo.
Sem sinal de aparecer
O dono do cão,
Ou a pessoa que fez isso,
Majael ligou para a delegacia
Local,
Onde informou tudo que ouve.
Ganhou orientações,
E deixou o policial da cidade
Em alerta quanto
Aos danos que vinha sofrendo.
Nesta mesma noite,
Estavam ambos sentados
No banco beijando-se
E fazendo amor
Quando um objeto
Lhe acertou o braço
E por pouco não o quebrou.
Desnorteado,
Majael levantou
Do banco,
Pegou Olana no colo
E correu com ela até o escuro,
Onde permaneceram
Escondidos atrás de
Uma árvore
Para não serem vistos.
Conversando ele contou
Da dor que sofreu,
Mas, por achar que se
Tratava de uma picada
De cobra voltaram
Para casa.
No entanto, sob a luz
Da casa viram
Que não havia mordida,
Tinha apenas um roxo
Redondo que parecia
Vir de uma pedra.
- alguém está caçando
Aqui perto de casa
De estilingue?
Ele indagou.
-parece que sim.
Olana disse.
Na manhã seguinte
Encontraram outras vez
Uma variedade grande
De pássaros mortos
E feridos no chão
Próximo a sua casa.
Indignado,
Majael pegou o caico
E remou até o outro
Lado do rio
Onde não teve dúvidas
Sobre o que viu.
Encontrou cabeças
De passarinho sobre
As pedras na beira da água,
Penas espalhadas
Por todo o canto,
Pés soltos próximos
Ao leito e tripas espalhadas
Junto de sangue no local.
Descontente,
Pegou o caico do vizinho
E afundou no meio
Do rio para ele ser impedido
De passar para o outro lado.
Depois disso,
Foi para própria casa e
Informou a polícia sobre
O que encontrou.
A polícia foi até lá
E descobriu que eles
Caçavam os pequenos
Pássaros para se alimentar,
O que era errado,
Vez que os pequenos animais
Estavam em ameaça
De extinção.
Então, a polícia apreendeu
Muitos animais congelados
No freezer e os usou como
Provas contra os atos criminosos.
Encontrou também,
Armas, munição, estilingue
E os cães.
Todos foram apreendidos,
E o casal de vizinho
Com seu filho de dezenove anos
Foram presos.

Ao Primeiro Olhar