segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Tempo Demais

Um homem atreveu-se
A abrir a igreja,
Eles disseram:
“Jejue, você faz isso
Para glorificar a Deus,
Jejue, Deus precisa disso”!
A chave que ele tentou usar
Já estava velha demais,
Ele jejuou para Deus
Por tempo demais,
Ele queria rezar,
Falar com Deus,
Ler suas escrituras,
Mas, ele jejuou por
Tempo demais.
Fechado em sua casa,
Ele não viu
A porta apodrecer,
E a criança morrer
De fome na calçada
De sua rua,
Porque ele jejuou
Por tempo demais.
Então, triste e temente
A Deus ele sentou
Na escada da igreja,
Levou as mãos ao rosto
E chorou,
Por Deus, ele jejuou
Por tempo demais,
Nem viu o velhinho da rua
Desfalecer de frio,
Porque ele jejuou
Por tempo demais.
Então, eu era seu vizinho
E fiquei triste por vê-lo
Daquela forma
Aí eu enfiei o pé na porta
E derrubei a porta,
Ele assustou-se
E disse:
“Você ofendeu a Deus,
Por quê?”
Eu olhei para ele
Abri os braços e
Levantei meu rosto
Para o céu e disse:
“Porque você jejuou
Por tempo demais!”

É amor, sim

O telefone tocar insistente,
Eu nem acordei direito,
E ele vibra e toca sem parar,
Ora, quem será?
Eu não atenderia,
Em dia normal eu não atenderia,
Mas, há poucos dias
Conheci um gatinho
E espero ansiosa
Para ver ele outra vez,
Então, eu rezo de olhos fechados,
Eu peço com toda a força,
Que seja ele,
Que me goste
E esteja agora me chamando
Para tomar café juntos.
Sorrio,
Pego o celular,
E bem... É ele sim,
Sorria,
Felicidades pra mim,
Ele está enviando mensagens,
Uma atrás da outra,
É saudade sim,
Ele me gosta sim.
Que delícia,
Bom dia, ele diz,
Como você está
Ele pergunta,
Dormiu bem, querida,
Ele insiste.
Me ama,
Me ama sim,
E quer muito saber
De mim.
Eu rapidamente respondo,
Pergunto como está
E não disfarço
O convido para nos vermos
Outra vez,
Eu já sei a resposta,
Trago meu celular
Com carinho
Para o calor do meu peito,
Eu já sei a resposta,
Ele quer me ver,
Ele sente saudade,
Ele gosta de mim
Tanto quanto eu gosto dele,
É amor,
É amor, sim.

Meu Carinho Favorito

Meu cantinho favorito,
É o seu abraço quentinho,
Seu sorriso acolhedor,
Suas promessas no meu ouvido,
Seu olhar abrasador,
Sua pele que derrete
Meus medos
E me pede para ficar
Mais algum tempo
E me promete uma vida
De sonhos,
Felicidade plena,
Saúde
E gozos sem fim.
Meu cantinho favorito
É correr para seus braços,
Meu querer arrebatador
E não me desvencilhar
De seu abraço,
Minha segurança plena
É nós dois juntos,
Eu não me sinto completa
Se você não está comigo.
Eu te amo,
Me faz feliz,
Me faça sorrir,
Fica pra sempre comigo,
Eu desisto de errar
Por nós dois juntos,
Eu desisto das artimanhas,
Das conquistas,
Das horas intermináveis
Na balada,
Se você segurar minha mão,
Me abraçar com carinho
E estar sempre comigo,
Porque eu amo você
E odeio quando você está longe.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Feita de Carne e Osso

Tenho medo
Do falso que me abraça,
O mentiroso
Que me sorri,
E o traidor
Que me faz falta.
Tenho medo
Do fingido que me admira,
O bajulador
Que me orgulha,
O desleal que me quer perto.
Sinto medo
Quando meu orgulho
Me domina
E eu já não sou capaz
De identificar o verdadeiro
Do falso
E opto por aquele
Que simplesmente
Preenche meu ego,
Eleva minha autoestima,
Sem me importar
Com o preço que pago.
Fosse eu feita de elogios
Desmoronaria a cada esnobe
Que me evita
Ou que faz intrigas
Me impossibilitando a defesa.
Fosse feita de perfeição,
Despencaria no chão
A casa riso alto
Pronunciando com meu
Nome próximo,
De histórias em que
Não sou convidada a participar.
Fosse feita de admiração
Não sentiria tanto medo
A cada instante
Que mudo meu método
De agir,
Somente para elevar meu ego,
Vez que, confio em meu
Modo de ser,
E por isso o demonstro,
Quer gostem,
Quer rejeitem,
Se aproximam os que
Toleram minha maneira de ser
Diferenciada e única,
Não preciso de admiração,
Aceitação,
Basta o respeito
E o entendimento
De que sou como sou.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Desapaixonados

O convite foi aceito,
Finalmente, Ronilson viria.
Angela estava afim dele
A tanto tempo
Que adormeceu de felicidade
E sonhou em abraça-lo,
Foi tão realista
Que chegou a vê-lo chegar
Na altura da janela,
E correu para lhe sorrir,
Foi tão intenso que acordou
Chamando seu nome.
Rapidamente, foi até o banheiro
Tomou um banho frio
E pôs-se a lavar do chão
Até a parede,
Ela realmente era afim
De Ronilson
E agora, aos 24 anos de idade,
Não havia empecilho
Contra este amor.
Ela morava próxima
Aos seus pais,
Uns 500 metros,
No interior,
Após lavar o banheiro,
Vestiu-se e foi aparar
O gramado da frente de casa,
Era próximo ao meio dia
Do primeiro sábado
Do mês.
Porém, chegou a tarde
Em que passou colhendo flores
Para o vaso de cima da pia,
E Ronilson não apareceu.
Não enviou mensagem,
Nem disse adeus,
Simplesmente, sumiu.
No domingo,
Ela chamou Jorge,
Jorge era seu ficante antigo,
Há algum tempo ele vinha
Passava um tempo com Angela,
Depois, ia embora,
Dizia não querer relacionamento.
No domingo a tarde,
Jorge estacionou o carro
Do lado da estrada
E pôs-se a descer até a casa
Pelo pomar.
Logo no início do pomar
Jorge se separou com a bergamoteira
Carregada de bergamotas
E amarelas e suculentas.
Então, se aproximou para
Tirar bergamotas,
De repente, viu ali
Recostado no tronco
Da árvore Ronilson,
Ele estava esmagado
Contra os espinhos,
Enrolado num cipó
Muito grosso marrom
De folgas verdes
E sobre ele haviam
Milhares de vespas preta
E amarela.
Elas lhe devoraram vivo,
Jorge assustou-se,
Arregalou os olhos e afastou-se
Rápido,
Então, Ronilson levantou
A mão na sua direção
Apontando seus dedos
Ressecados e com ossos
Aparentes para ele,
Jorge retirou o boné branco
De seus cabelos e fez
O sinal de cruz,
Rezando proteção
Pra si próprio.
Então, Ronilson abriu
A boca enorme
Até recostar no peito,
E de lá saiu uma aranha
Terrível, grande, marrom
E ela olhou para Jorge
E se atirou na direção
Do rosto dele.
Ronilson pareceu sorrir
Aliviado,
Mas as abelhas não
O libertaram,
E Jorge assustado
Correu para até o carro,
Então, colidiu contra a pitangueira,
E se assustou,
Estapeando-se para se livrar
Da aranha,
Nisto viu um cipo enraigado
Na árvore e se puxou
Através dele.
Contudo, suas pernas
Foram tragadas para o
Fundo da terra,
E Jorge ficou até a cintura
Preso num buraco
Que se abriu do nada
Aos seus pés.
Da terra firme
O buraco se abriu
O devorando como
Se tivesse lábios,
O engoliu para dentro.
Assustado,
Ele gritou,
E isto chamou a atenção
De formigas que estavam
Dentro do buraco
E elas, em bando,
O puxaram para dentro
Do buraco
Com força irresistível.
Depois, paulatinamente,
Comeram-no vivo.
Jorge mordido por tantas formigas
Não teve forças
Para sair do buraco,
O cipó ficou longe dele,
Porém, num gesto de misericórdia,
Ele se pôs para fora
Do buraco,
Se jogou para cima,
E tentou buscar o cipó
Que agora, balançava,
Logo a sua frente,
Mas não foi alcançado.
Com dor,
E milhões de formigas
Em seu corpo,
Jorge perdeu seus olhos,
Sua língua, e a pele de seu
Corpo até sua carne,
As formigas estavam insaciáveis,
Eram enormes e vermelhas,
Esfomeadas,
Comeram-no vivo.
Angela ficou embasbacada,
Agora, nem ao menos Jorge
Vinha lhe ver,
Seu destino era a solidão,
Sozinha e descompassada,
Foi fazer o jantar,
Tomando vinho.
Olhou ao seu redor,
O pomar ficava logo
Acima de casa,
Era distante da residência,
Ela não ouviu um único
Ruído a respeito de tudo
Que houve.
Irritou-se ao derrubar
A taça de vinho no tapete
E decidiu não jantar sozinha,
Humilhada e triste,
Praticamente implorou
Para um rapaz conhecido
Na cidade vir lhe fazer companhia.
-o que você me dá em troca?
O rapaz pediu.
- minha companhia.
Ela disse.
- ah, sem essa de companhia.
Eu quero seu cu.
Ele falou com a maior naturalidade
Possível.
Angela quase parou de enviar
Mensagem pelo seu celular,
Olhou-se no espelho
Com os olhos marejados
De lágrimas ,
Sentindo-se horrível.
-Claro.
Ela respondeu, por fim.
Não queria a solidão,
Não desejava ficar sozinha.
Juanito não bastou-se,
Trouxe também tequila
E duas de suas amigas íntimas,
Queria fazer orgia,
Ele não era homem
Para pouco.
Os três deixaram o carro
Na estrada e puseram-se
Pelo pomar rumo a casa.
Nisto, uma cobra gigante
Saiu de trás da serigueleira
E lhe abocanhou por inteiro,
Ele não teve tempo
De gritar,
E as duas garotas
Puseram-se a correr,
Em três goles a cobra
Devorou Juanito,
E abocanhou uma das garotas.
Amedrontada,
A terceira viu o buraco
Aberto,
E correu se esconder nele,
Se atirou lá dentro
E então encontrou
Jorge entre pele, carne
E osso exposto devorado
Por milhares de formigas,
Mal se viu seu corpo,
Mutilado, sendo percorrido
Por tantas formigas.
Assustada,
Ela conteve o grito
Com sua mão por medo
Da cobra,
No entanto,
Algumas aranhas voaram
Sobre ela,
E juntou das formigas
Não lhe deram escapatória.
Mataram-na,
Naquele escuro buraco
Cheio de formigas,
Nquela espécie de formigueiro
Composto por algo branco,
E muitos caminhos
De formigas.
Angela pôs-se a chorar,
Jogou-se sobre a cama
E se desesperou.
Ninguém a desejava,
Mesmo sendo tão jovem,
Bonita e alegre.
Ela, de algum modo,
Não despertava
A afeição de ninguém.
Entristecida,
Foi até o pomar
Na segunda feira,
Onde logo avistou na
Estrada todos aqueles carros,
E nenhuma pessoa,
Correu para os carros,
Sem saber quem desejava
Ver primeiro,
Vez que não queria ser solitária.
Contudo, não tinha uma
Única pessoa lá,
Ou vestígios de qualquer que fosse.
Irritada , ela pôs-se a gritar:
-Não acredito,
Vocês estão fazendo festa
Em minha terra
Todos juntos e não
Me convidaram,
Eu não acredito,
Vocês estão rindo da minha cara,
Não!
Ela gritou desesperada.
Pegou uma pedra
E jogou contra um dos
Carros,
Depois se chocou contra
Os carros gritando
E chorando e despedindo
Golpes de punho
Sobre os carros.
Então, sentou-se na estrada quente
Chorando e gritando.
Ninguém ouviu ou
Fez nada
Para lhe ajudar,
A solidão quando chega mata.
É necessário ser forte
Para enfrentar a dor
De ser abandonada.
E Angela não tinha
Está força,
Ela simplesmente, se desesperou,
Se embrenhou para
O pomar aos prantos.
Chegou nos dois grandes pés
De Louro que existiam lá
E sentou sobre duas
Das grandes pedras
Que se recostavam na árvore,
Uma conta sorrateira
Saiu de entre as pedras,
Por trás de Angela
E lhe deu um bote
Que abocanhou suas costas.
Angela gritou de dor
Presa aos dentes da cobra,
Se irritou,
Fez esforço
E juntou uma pedra
Do chão e desferiu
Na cabeça da cobra
Que assim que recebeu
O golpe se desvencilhou,
E estonteada,
Voltou um pouco para trás.
Angela pulou para a frente
E juntou outras duas pedras,
Que jogou contra a cabeça
Da enorme cobra,
Que logo caiu vencida no chão.
Isto chamou a atenção das formigas,
Que logo lhes subiam
Pelos calcanhares,
Angela gritou de dor,
Estapeou as pernas e correu.
Na corrida,
Se chocou contra
Um galho de pocan,
Que tinha pendurado em si
Um ninho de vespas,
E todas chamuscaram
Contra ela,
Angela estapeou os ares
E correu,
Correu muito,
Chegou até sua casa
Cansada e exausta
E foi para o banheiro
Tomar banho.
Triste e solitária,
Chamou seus pais
E falou sobre precisar
Matar o balão de vespas
Que havia no pomar
E também o formigueiro,
Vez que as formigas
Iriam destruir o pomar.

Minha Princesa

Meu ponto fraco
Tem nome,
Um endereço,
Telefone
E rede social,
Ele me liga,
Me busca,
Me procura
E sempre sabe
Onde eu estou.
Ele entende
Que tudo que
Eu preciso é
Me sentir seguro
Em seus braços,
Aconchegado entre
Seus seios fartos
Que se elevam
Ao me ver
E ficam prontos
Pra eu descansar.
É uma linda garota
De cabelos curtos
E irritadiços,
Ela tem sempre
Um sorriso gentil
E um olhar de saudades
Pra me oferecer.
Amo o abraço dela,
Amo cada hora
Que passo em seu corpo,
Cada carinho suado,
Cada promessa
Ao ouvido,
Ela é minha garota,
Minha perfeita princesa garota.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Amor

Do amor
Estamos todos precisados
Em doses altas
Que nos acalme,
Dê paz para os dias difíceis,
Solidez para nossas atitudes,
Saúde para nossas almas.
Amor,
Sentimento de honradez,
Que alicerça para a vida,
Aprova os atos,
Justifica fatos,
Vem da infância
Com pilares mais sólidos,
Faz de nós
Adultos crédulos,
Seguros de si próprio,
Felizes com o que somos.
Amor,
Preciso de amor,
Agradeço o amor,
Porque sonhos se constroem
Com bases que perdurem,
No amor eu me alicerço,
Me fortifico
E o mais dá certo!

Um Princípe