quinta-feira, 14 de maio de 2026

É amor

Que ótimo,
Tão perfeito,
O garoto dos sonhos,
Retirou a farda,
Me tomou nos braços
E me fez sua.
Oh, garoto de armas
E punhos afiados,
Namorado esperado,
Anjo desejado,
Nua em seu abraço,
Não há nada mais perfeito.
Sorriso disposto,
Olhar seguro,
Oh, perfeito garoto,
Que bom que mereço
Seus beijos,
Seu apreço,
Os sonhos,
É amor reconheço!

Anjo Menino

Te amo menino,
Além do pensar,
É força,
É destino,
E o que seria
É certo será!

Foi assim
Há muito tempo atrás,
Era pra ser,
Foi e está,
Lindo menino,
Que amo, amei
Amarei, me amará.

Seu abraço amarra,
Sua força me agarra,
Seu riso me acende,
Seu beijo reacende,
E o amor que tinha
De ser,
É e será.

Que lindo
Este amor menino,
Que encanta,
Conquista,
Me pega e trás,
Ensina e faz.

Amor antigo
De sorrisos guardados,
Olhar enamorado,
Meu anjo amigo.

Que linda está farda menino,
Que me tirou o sono,
Gerou ciúmes e estudos,
Admito te amo,
Anjo de armas e punhos,
Amor de beijos e sonhos.
Te amo Tiago.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

O Cara Fardado

Te amo,
Você é o sonho
Que sonhei,
O futuro
Que imaginei,
Algo de que
Não falei.

Dói levar um tapa
Na cara,
Se decepcionar
Com aquele
Que jurou amar
E mal virou as costas,
Feriu,
Fez mal.

Contudo,
É orgulhoso,
Extremamente fora
Do imaginável,
Você poder ter alguém
Reconhecido como
Bom ser humano,
Que herói lá fora
É herói também
Com você.

Meu maridinho,
Usa farda,
É guerreiro,
Reconhecido bom caráter,
Eu sinto segurança
Em estar ao seu lado,
Parece que tudo
Que há de ruim
Fica tão distante de mim,
Que não existe
Algo maior.

É como o colo do pai
Onde você fica
Para dormir
E nada te alcança
Ou faz ferir.

De Cama Separadas

-por favor, filha...
Retorquiu a mãe
Se referindo a Natália.
- ah, mamãe,
Que destino cruel!
Se referiu a filha
Olhando seu próprio pai
Caído no chão da casa
Sobre uma garrafa de vinho
Quebrada e sangue,
Muito sangue.
- menina, diga-me
O que houve?
A mãe indagou.
- ora, eu iniciei um namoro,
Ele foi atrás do garoto,
Nos proibiu,
Toda a minha turma namora...
-veja menina,
Você tem onze anos,
É criança!
Disse a mãe.
-não sou criança,
Meu pai não respeitou
Minha opinião,
Buscou a família de Lukas,
Me ofendeu.
Disse a menina,
Caindo até o rosto dele
Enlameado de vinho,
Com sangue a escorrer,
Ela o acariciou.
- veja, parece que dorme!
Disse a menina.
-talvez, não resistiu.
Respondeu a mãe.
-ele invadiu meu quarto,
Tocou em meu corpo,
Fez sexo comigo,
Por quê não fez com você?
Mamãe?
A menina perguntou
Pegando seu rosto
E levando até seu peito
Que arfava
Com seus pequenos seios
A mostra no decote
Da roupa.
- Olha filha,
Depois de você
Ele me busca
E as vezes antes,
Eu o odeio,
Lhe coloquei em outro quarto
Tentei estar distante,
Lhe proteger.
A mãe disse,
Abraçando a menina
Pelas costas.
- eu, não sinto afeto
Por este que morre,
Lhe dando a vida,
Não lhe mereceu o nome.
Disse a mãe,
Acariciando seus cabelos.
-ele me impede de
Ir ver meus pais,
Não posso pedir socorro.
A mãe continuou.
-mentira sua,
Você gosta dele
Como ele é,
Você manteve este casamento,
Você foi fria e cruel.
-filha, por favor,
Não diga isso,
Me desperta temor,
Você não sabe
Que ele me amarra
No quarto escuro
E a procura?
Disse a mãe,
A puxando para si.
- não acredite
Em nada do que ele
Lhe disse,
Foi apenas para
Lhe causar temor
E te afastar de mim.
Continuou a mãe.
- estou grávida,
Como posso seguir?
Indagou a filha,
Soltando o rosto do pai
Nos cacos de vidro
E vinho.
- também estou,
Precisamos encontrar
A chave de casa
E sair para fora,
Depois buscamos
Meus pais.
- quem eles são , mamãe?
Pediu a menina.
A mãe acariciou
Sua barriga protuberante
E falou:
- seus avós, filha,
Meus pais.
- oh, mãe,
Então, eles estão vivos?
A menina falou,
Encostando sua barriga
Na de sua própria mãe.
- não sei,
Talvez, eu seja a sua irmã
Mais velha,
Aí estaremos sozinhas,
Preciso ir até um endereço
Do qual ouvi falar
E buscar recursos,
Faz muito tempo
Que estou aqui
E dos meus filhos nunca
Tive notícias,
Mas, você sempre eu pude ouvir,
Assim que meu quarto
Se estabeleceu ao lado do seu... Menina.

A casa de um crime

Uma chuva torrencial
Caiu sobre seu telhado
E jogou algumas telhas
No chão enlameado.
Dentro de casa,
As paredes chispavam
Suas teias de aranha,
E apodreçam silenciosas,
Não era possível esquecer
Diego,
Não seria possível.
O intenso e aterrador
Amor que a guiou até ali,
Fez da parede um mural
De cartas e fotos apaixonadas,
Juntou sua filha,
Em noite fria
E a levou embora.
Sua menininha de doze anos,
Foi escolhida para viver
O amor que tanto Eliza sonhou,
Ela desconhecia seu paradeiro,
Só soube por uma carta
Que o padrasto se apaixonou.
Sinistros sonhos
Dão crédito a pensamentos
Bobos
Que retiram uma mãe
De um lar,
E a colocam a mercê
De um estranho,
Um crime,
Um amor e um crime,
Futuro desolador.
Se a espada da justiça 
Pudesse ser levantada,
E pender-se em sua causa,
Oh, por Deus,
Pudesse a polícia 
Saber mais que ela,
Encontrar Diego,
Oh, Deus,
Que não lhes poupem 
A munição 
Um homem como este
Não merece o azul do céu!

Espera e sonhos

Apaixonada, sozinha e temerosa,
A garota esperou
Pelo rapaz por quem
Um dia se apaixonou,
E não soube esquecer.
Funestos e vazios eram
Os sonhos,
Desta que vivendo,
Não queria desistir
De seu amor,
E a morte lhe estava distante,
Era jovem,
Bonito e reluzente.
Sua vida outrora radiante,
Só reproduzia o eco
De tudo que houve,
Abrindo memórias
E vivendo de juras antigas.
Havia um gosto amargo
Em seu pranto,
E havia esperança,
A esperança produz sono
Em noites tormentosas,
E traz luz aos dias nebulosos.
Fragmentos de um amor
Que acabou,
Mas, não produziu dor,
Não pode ser esquecido,
Doce amor,
Tão esperado.
Espalhados por toda
A parede existiam retratos,
Beijos e abraços
De dois jovens,
Mas, verdade alguma
Pairava ali,
Apenas lembranças
E retratos, muitos retratos.
Ela era a imagem da esperança,
Terna e silenciosa,
Com um nome escrito
Por toda a parte,
E frases de amor em cada
Cômodo.
Mas, vida alguma
Havia em seus sonhos,
Apenas delírios e espera.

Tarde

Era manhã de quinta-feira,
Tiago vestiu-se
E foi porta a fora,
A garota levantou-se
E chorou sentada
No assoalho em choro convulsivo.
Dor,
Medo e saudade
Misturaram-se em seu rosto
E seu semblante decaiu,
A um fosso tão profundo
Que não teria retorno.
Tarde, bastante tarde,
Um cheiro de fim a despertou,
Molhada em lágrimas,
Ela levantou o rosto do chão,
Secou o rosto no vestido,
E espiou pelo buraco
Da porta que denunciou:
Gim, arrependimento e
Saudade batiam na porta.
-entre...
Se viu dizer,
Mais nada.
No momento exato
Em que os sinos das igrejas
Bateram doze horas,
Como se o relógio,
E não o tempo
Fosse capaz de explicar,
Ele chegou pontual,
Ela o esperou entrar,
Escorada no trinco,
A hesitar.
-você tardou.
Ela disse
As suas costas.
Ele se virou e a abraçou.

Destino à ROCAM