quarta-feira, 13 de maio de 2026

A casa de um crime

Uma chuva torrencial
Caiu sobre seu telhado
E jogou algumas telhas
No chão enlameado.
Dentro de casa,
As paredes chispavam
Suas teias de aranha,
E apodreçam silenciosas,
Não era possível esquecer
Diego,
Não seria possível.
O intenso e aterrador
Amor que a guiou até ali,
Fez da parede um mural
De cartas e fotos apaixonadas,
Juntou sua filha,
Em noite fria
E a levou embora.
Sua menininha de doze anos,
Foi escolhida para viver
O amor que tanto Eliza sonhou,
Ela desconhecia seu paradeiro,
Só soube por uma carta
Que o padrasto se apaixonou.
Sinistros sonhos
Dão crédito a pensamentos
Bobos
Que retiram uma mãe
De um lar,
E a colocam a mercê
De um estranho,
Um crime,
Um amor e um crime,
Futuro desolador.
Se a espada da justiça 
Pudesse ser levantada,
E pender-se em sua causa,
Oh, por Deus,
Pudesse a polícia 
Saber mais que ela,
Encontrar Diego,
Oh, Deus,
Que não lhes poupem 
A munição 
Um homem como este
Não merece o azul do céu!

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