Apaixonada, sozinha e temerosa,
A garota esperou
Pelo rapaz por quem
Um dia se apaixonou,
E não soube esquecer.
Funestos e vazios eram
Os sonhos,
Desta que vivendo,
Não queria desistir
De seu amor,
E a morte lhe estava distante,
Era jovem,
Bonito e reluzente.
Sua vida outrora radiante,
Só reproduzia o eco
De tudo que houve,
Abrindo memórias
E vivendo de juras antigas.
Havia um gosto amargo
Em seu pranto,
E havia esperança,
A esperança produz sono
Em noites tormentosas,
E traz luz aos dias nebulosos.
Fragmentos de um amor
Que acabou,
Mas, não produziu dor,
Não pode ser esquecido,
Doce amor,
Tão esperado.
Espalhados por toda
A parede existiam retratos,
Beijos e abraços
De dois jovens,
Mas, verdade alguma
Pairava ali,
Apenas lembranças
E retratos, muitos retratos.
Ela era a imagem da esperança,
Terna e silenciosa,
Com um nome escrito
Por toda a parte,
E frases de amor em cada
Cômodo.
Mas, vida alguma
Havia em seus sonhos,
Apenas delírios e espera.
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