Era manhã de quinta-feira,
Tiago vestiu-se
E foi porta a fora,
A garota levantou-se
E chorou sentada
No assoalho em choro convulsivo.
Dor,
Medo e saudade
Misturaram-se em seu rosto
E seu semblante decaiu,
A um fosso tão profundo
Que não teria retorno.
Tarde, bastante tarde,
Um cheiro de fim a despertou,
Molhada em lágrimas,
Ela levantou o rosto do chão,
Secou o rosto no vestido,
E espiou pelo buraco
Da porta que denunciou:
Gim, arrependimento e
Saudade batiam na porta.
-entre...
Se viu dizer,
Mais nada.
No momento exato
Em que os sinos das igrejas
Bateram doze horas,
Como se o relógio,
E não o tempo
Fosse capaz de explicar,
Ele chegou pontual,
Ela o esperou entrar,
Escorada no trinco,
A hesitar.
-você tardou.
Ela disse
As suas costas.
Ele se virou e a abraçou.
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