segunda-feira, 29 de junho de 2026

É o BOPE!

Se você quer

Dar uma volta

De viatura,

Você escolhe a forma

E pode evitar o confronto.

 

A abordagem é dura

E o rigor é a técnica,

Se você for eloquente

Você vem sentado,

Mas, se for divergente

Vem deitado.

 

Geralmente, algemado,

Porém, o número de socos

Que você irá levar no rosto

Você escolhe,

Seja curto e franco,

Não gosta de polícia

Compra seu próprio carro.

 

O policial não pode

Oferecer carona,

E quando ele convida,

Não hesite,

Corra para o camburão,

Espere eu abrir a cela

E não deseje algemas,

Se coloque no porta malas

Evite ser grosseiro

Ou usar armas

E eu poupo meus pontapés

Contra a sua cara.

 

Você que é sujeito criminoso

Gosta de passar despercebido,

Busca a todos custo

Não ser reconhecido,

No entanto, me evite,

Evite confronto

Porque se eu te achar

Eu te soco até você ficar roxo

E aí você ganha o rosto

Irreconhecível que procura.


Vou de soco na cara,

Algema no pulso

E pontapé no porta malas,

Esquece a maldade,

Comigo é delegacia 

E evite as balas.

domingo, 28 de junho de 2026

Ao Primeiro Olhar

No ofício de Tiago
Não era permito o amor,
Muito menos por Alice,
A indomável dona
De sua propriedade
Que na iminência de
Perdê-la,
Não se preocupou 
Nenhum pouco se
Sujaria suas mãos,
Ficaria rouca de tanto
Gritar ou se buscaria
Até o último meado
O amparo jurídico
Que a justiça viesse 
A lhe conferir.

Ocorre, que seu pai faleceu
Deixando a propriedade
A deriva de mãos assassinas,
É certo,
De imediato Alice
Percebeu no olhar da madrasta
O ódio e a capacidade
De chegar muito longe
Pelo que quer,
E desta vez,
Ela desejou seu pai,
Porém, morto.

Não foi díficil,
Uma noite com ele
E uma gravidez precoce,
No mais,
Tornou-se óbvio:
O pai optou por casar-se,
E no casamento irritou-se
Com a impertinência da filha
E a pôs para fora de casa
Com todos os 200 convidados
Como testemunha.

O fato ganhou reportagem local,
O homem a pegou pelo pescoço,
No instante do corte do bolo
Em que ela se posicionou
Em primeiro lugar para receber a fatia.
Após isso, ele a jogou 
Para fora do portão com socos
Contra seu rosto,
A chamando de adúltera,
Promíscua, defensora da putaria.

Abraçou a esposa,
E ela lhe sorriu com seus 
Dentes tortos e um sorriso
Afiado de cortar a alma,
O seu vestido branco,
De virgem grávida,
Aos pés da cruz de cristo,
Não ganhou num único 
Toque de dor ou lágrimas.

"Como iria amá-la 
Tal mulher que não
Se compadecia com
Seu sofrimento?"
Jamais a amaria
E quem não ama filha
Não ama pai,
Família vem acima
De todas as coisas.
Contudo, lá de dentro
Sua mãe sorriu,
Encontrou um noivo idoso
E ele lhe cobria de mimos
E caprichos.

Meses após isso,
Seu pai foi encotrado morto
Escorado no portão de casa
Com alguns litros de velho barreiro
No seu redor.
"Embriaguez desordenada"
Foi o veredito,
Não pra filha,
Que impedida de entrar
Na própria casa,
Invadiu pulando o portão,
E ao encontrar a madrasta
Sentada de roupão
Assistindo a televisão,
Ela lhe desferiu socos
Sem parar,
Até sangrar.

Ao exigir o exame
Que constataria a gravidez,
Foi óbvio o resultado: negativo.
Porém, como Alice comprovaria
Que este foi o único motivo
Que a guiou ao casamento?
A partir de agora,
Ela teria que lutar para anulá-lo,
E tornar a aquisição da propriedade
Pela madrasta como nula,
E ainda comprovar sua participação
No resultado morte de seu pai.

Sozinha e perturbada,
Não viu quando a polícia
Foi acionada e a retirou
Algemada para a delegacia.
Jogada no camburão,
Presa numa jaula,
Alice chorou a morte
Do pai como quem
Chora o primeiro tapa,
Com a dor escruciante
De ter sido punida
Pelo próprio pai
Sem ter feito nada de errado.

No caminho,
Os policiais pararam jantar,
Era de noite,
E ela ficou lá presa,
Sentindo o cheiro da comida
E vendo a boca salivar de fome
Sem poder fazer nada.

É fato,
Quando um ente querido morre,
A fome demora a vir,
Mas, o corpo não compreende
E demonstra os resultados,
Ele parece implorar
Para sobreviver.

Depois disso,
Os policiais abriram
A porta traseira do camburão,
E lhe mandaram virar as costas
Para eles...
Ela não soube o porque
De fazer isso,
Mas o fez,
E tardou para sentir o efeito
De uma mão que apalpou
Suas nadegas,
Depois lhe despiu a roupa,
E então a lambeu,
Para só depois introduzir
Seu pênis entre seus quadris.

Depois disso,
Ambos os policiais
Que a violentaram
Um de cada vez
Soltou as algemas e
A liberou em noite escura
Para retornar a sua casa.

Sozinha, de luto
E a mercê da caridade alheia,
Ela optou por voltar caminhando
Cada quilômetro que a distanciava
De sua propriedade.
Chegando lá, 
Invadiu outra vez
Sem se importar com a câmera
De vigilância,
Juntou uma almofada
E aproximou-se sorrateira
Da madrasta
Instante que a afogou até a morte.
E


Ela se contorcia e gemia,
Numa tentativa inútil
De se livrar da morte iminente.
Depois disso, Alice
A jogou lá fora 
Por entre as garrafas de pinga.

Tiago logo soube da ocorrência,
E compreendeu o quanto Alice
Precisava de sua ajuda.
Desde a primeira vez
Que o viu se apaixonou
E não fez outra coisa
Exceto cuidar seus passos
E cobiçar seu amor.

Tenente Coronel da Polícia Militar
Fechado no Batalhão a trabalhar
Ele se via impedido
De sair do local de serviço
E ir até ela para ajudar,
Tudo que ele soube
Foi sobre a morte de seu pai
E logo após a morte da madrasta
Que ocorreu de maneira similar.

Ele viu os policiais de sua área
Sorrindo felizes,
Olhando seus celulares,
Então, optou por apreendê-los,
Ao fazer isso,
Constatou as imagens de Alice
Sendo estuprada na viatura policial
Por ambos.

Ela estava algemada
E ferida no rosto e corpo,
E ambos apresentavam fardamento
E uma arma em suas mãos
Que comprovavam estarem
Em horário de trabalho.
Ele duvidou que Alice
Tivesse tomado tal atitude
Por vontade própria
Sem dúvida era estupro.

Porém, o Coronel
Negou-se a investigação
E tendo tomado a notícia
Por conhecimento
Utilizou-se do helicópero
E sabedor dos sentimentos
De Tiago não desistiu
Nenhum pouco de seu intuito:
Estuprá-la,
Utilizar de seu corpo
Para puro objeto de prazer.

Na chegada
Levou amigos,
Dois coróneis sobrevoaram
A casa de Alice
Com um documento
De que ambas as mortes
Que a rondavam
Não foram naturais,
E gritaram lá do alto
Que iriam prendê-la
Por assassinato da madrasta
E de seu próprio pai.

Sua casa recebida
Em herança iria a leilão
Por ela ter sido a causadora
Da morte do pai.
Alice sobressaltou-se
Do sofá,
E correu para a janela
Não acreditando no que via:
Dois helicópteros sobrevoavam
Sua casa,
Com armas em punho
E fardamento em seus corpos
Para protegê-los
E tornar suas ações legais.

Logo, um desceu de lá, 
Vez que ambos tinham pilotos,
E invadiram abrindo o portão
A chutes,
Outra vez seu corpo foi violentado.
E o documento de morte
Foi jogado contra os seus olhos,
Como uma espécie de apenamento
Moral e ameaça de cumprimento
Do ato.

Ela ficou com um documento
E o Coronel saiu porta afora,
Tiago apenas pode passar
Por sua casa mais tarde,
E logo soube que ela estava
Sendo indiciada pela morte
De sua madrasta e o pai.

E que iria perder todos os bens,
Isso era realmente terrível,
Contudo, ele a amava
E iria assumir seus sentimentos.
Mas, lá de dentro Alice
Gritou que não desejava
Ser presa.

E preferiu distanciar-se
De Tiago,
Que ajoelhou-se no chão,
Jogou seu chapéu de Tenente Coronel
No chão e chorou soluçando.
Ela foi forte,
Aguentou vê-lo sofrer,
Não queria ter pena de prisão
Ou responder pela morte
Do pai,
Pois já se achava culpada
O bastante por não ter sabido
Lidar com a situação de
Seu relacionamento com a madrasta.

O Coronel sabendo
Do que Tiago fez o transferiu
Para cidade vizinha,
Agora ele não cruzaria nem perto
De sua amada,
Muito menos teria aparato 
Sistemático para saber
Das ocorrências que se relacionassem
A ela.

Como iria vê-la
Se o Coronel a cuidava
De helicóptero, viatura e
A policiamento ostensivo?
Irritou-se e investiu contra
O Coronel a socos e pontapés.

Ao se libertar
O Coronel o prendeu
No próprio Batalhão,
Tiago se viu a sofrer desregrado.
-Não posso dormir!
Disse Alice sem entender
O motivo naquela noite.

Então, levantou-se
Ligou para o Coronel
E aceitou ser sua amante
Em troca da liberdade de Tiago,
Ao saber da liberdade,
Ele ficou calado 
Por um instante,
Depois muniu-se da chave
Da cela onde estava
E assassinou o Coronel.

-Nunca? Eu estar com Alice
É realmente nunca?
Ele gritou enquanto a chave
Percorria o pescoço do Coronel
E lhe tirava a vida.

Um major que chegou
Logo atrás e viu a cena
Aplaudiu.
Tiago levantou o olhar assustado.
-Ele estuprou todo mundo
Do Batalhão.
O major disse.
-Deixe que eu dou um fim
No corpo,
Este não merece velório
Reconhecido pela sociedade.

Assim o fez,
O jogou no porta malas
E se livrou dele no matagal
Das proximidades.
Quando Tiago encontrou
O olhar de Alice
Tudo que fez foi pensar
No quanto a amava
E no tanto que queria
Passar cada dia de sua vida
Ao lado dela.

Ele não se importou
Com mais nada,
Corre até ela,
Saltando o portão,
E abrindo a porta com
Um grampo,
E a abraçou como se
Aquele instante fosse
Seu próprio universo.

Vendo surpresa e alegria,
A beijou sôfrego e apaixonado,
Deixou-se dominar pelo desejo
Intenso de ficar e cuidar
Desta que tanto amou.
Não para sofrer
Por lutar por um amor 
Tão próximo do impossível,
Mas para viver e sonhar,
Porque com nenhuma outra
Sentiu este ímpeto ao amor.

Talvez, seu inconsciente
Fosse mais forte que ele,
E se ele tivesse por
Algumas horas seu amor,
Lhe valeria pela vida.
Ele se permitiria sonhar
Com ela esta noite,
E no amanhecer tudo mudaria.

No amanhecer ele foi
Para o trabalho,
Retornou ao Batalhão
Ignorando a ordem anterior.
Lá de olhos abertos
Para o futuro se viu com Alice
E viveu cada instante deste amor
Como se com ela estivesse.

De tão puro e profundo
A sentiu consigo,
A viu em seus braços,
E a fez suspirar de alívio
E segurança,
Então, quando o outro Coronel
Decidiu tomar a mesma atitude
Anterior,
Ele pode presenciar
Sem estar lá.

O que viu o espantou,
O deixou aterrorizado,
Quase em pânico.
Acreditando que o outro Coronel
Estava com ela,
Este, lá do céu
Gritou para que saísse
E abriu a porta
Com a arma apontada para a casa.

Vez que o Coronel não saiu,
Pois também não estava lá,
Ele atirou,
Se aproximou bastante da casa
E investiu munição
Contra o telhado de Alice.
Que assustada jogou-se no chão,
Cobrindo a cabeça com as mãos.

Tiago Gritou,
Deu voz de prisão,
Empunhou a arma e
atirou,
Estava longe demais,
Alice morreria naquele instante,
Porém, seu amor foi mais forte,
Ele atirou outra vez
E derrubou a aeronave.

Alice pode ouvir seu grito,
Seu espasmo de medo,
Seu choro vitorioso,
Outro Coronel foi abatido,
Desta vez, os chefes do estupro
Haviam sido retirados
Da corporação militar.

Restava os subalternos,
Com suas investidas,
Mentiras e apoio anterior.
Do nada,
Tiago se desfez de seu trabalho
E surgiu na casa de Alice,
A recolhendo do chão
E constando as balas soltas
Próximas a ela
Que perfuraram seu telhado
E foro e ficaram no chão
Inofensivas.

Casada, Mãe e Trisal

 - Olá, meu amor,

Você é o que tenho

De mais importante,

Sinto medo se meu para sempre

Não o tiver comigo.


Disse Angelina ajoelhada

No chão de terra

Com gotas de chuva

Iniciando a cair sobre

Os seus cabelos curtos.


-Eu fiquei louca

Por você,

Fiz tudo que pude,

Me chamaram de puta

E eu cortei todo o cabelo

Para mostrar meu rosto

Perfeito, redondo e ingenuo

Igual ao seu,

Eu juro.


Ela insistiu,

A chuva ficou mais forte

E descia torrencial

Até suas mãos

Levando terra e sujeira

Do chão.


-Eu não mereço você,

Poxa, eu errei tanto,

Fui casada,

Me divorciei,

Nunca fui fiel,

Mas tudo mudou

Assim que te vi,

Eu juro,

Sendo sua

Não seria de outro.


A chuva percorria

Seus cabelos curtos

Molhando seu rosto

Como se fosse suor

De uma noite de amor tórrido,

Mas, ali escorria chuva,

Lágrimas e dor.


Agora que encontrou Juliano

Todos o desejavam,

Todos moviam montanhas por ele,

E Angelina ali,

Tão frágil, forte e submissa.


Realmente o destino

Não lhe foi promissor,

A fez casar-se cedo,

Aos 15 anos,

Lhe deu um filho

E três anos após lhe tirou.


Seu esposo,

Um sujeito cruel

Se pôs a esconder-se

Com o menino no quarto,

Seu pranto

Deixava Angelina louca,

Mas a porta trancada

Impedia a sua entrada,

Não importava quais 

Eram seus gritos de socorro

Ou o quanto alto fossem,

Tiano o matou.


Só soltou a criança

Quando esta ficou

Sem vida e esmorecida

Nos braços de Angelina,

Simplesmente, ele abriu a porta

E a entregou roxo e silencioso.


Os brinquedos espalhados

Pela casa foram guardados

Numa caixinha de papelão,

Que logo Tiano descobriu

E queimou todos.


O sorriso da criança se apagou,

Seu pranto cessou,

Também suas dores abdominais,

Sua voz emudeceu

E suas roupas foram tomadas

Da mão de Angelina

Para serem jogadas

Sobre a lata da lixeira.


A dor foi imensurável,

Mas, logo Tiano se afeiçoou

A uma criança de uma prima

E passou a maior parte do tempo

Em que não trabalhava 

Na casa da própria.


Angelina foi renegada

Aos cantos da casa

Sempre limpando

E nunca sendo valorizada.

Seu batom acabou

E com ele a vontade 

De adquirir outro,

A minissaia rodada escapou

E nenhuma vontade lhe surgiu

De comprar outra,

A última camisola rasgou

E nenhuma vontade lhe surgiu

De comprar uma nova.


Convites surgiram

De suas redes sociais

Para ela sair de casa

E se aproximar de amigos,

Conhecer novas pessoas,

Interagir,

E fotografias chegavam

No celular de seu esposo

Com o menino no colo,

Abraçado a criança sentado

De peito nu,

E pés descalços.


Foi estranha a atitude,

E isso a levou para a faculdade,

Lá na classe,

Tomou partido de nova aula

Optativa onde conheceu

Um professor

Que não tardou lhe ofereceu

Notas e um emprego

Em troca de favores sexuais.


Angelina ficou arrasada,

Trancou a faculdade e

Foi viajar para a praia,

Era frio

Mas ela arriscou um biquíni.


No retorno,

Abriu a porta de casa

E encontrou Tiano 

Com uma criança

Fazendo sexo sobre o sofá,

De imediato avançou 

Irritada sobre ele

E lhe desferiu golpes 

De punho fechado

Para que se afastasse.


Ele foi até a cozinha,

Pegou uma faca

E a esfaqueou no peito,

Angelina ajoelhada

De dor,

Removeu a faca e

Empurrou com a própria mão

De Tiano contra o peito dele.


Ele não resistiu,

Caiu sangrando,

Chacoalhando o corpo

De dor e ficou ali imóvel.

Angelina pegou a criança

Pelo braço e a pôs para fora.


A vizinha correu até ela irritada,

Ameaçou processá-la,

Chamou a polícia 

E denunciou Angelina 

Pelo assassinato de Tiano,

E informou que a criança

Era filho dele,

Então, exigiu a casa de Angelina

Como retorno financeiro.


Angelina sofreu,

Buscou um advogado

E retornou a classe escolar,

Apaixonou-se por Laerte,

Que impediu sua prisão

E a defendeu no tribunal do júri.


A criança fez exame 

E constatou o estupro,

Também constatou

Que  ele não era o pai,

Laerte comprava crianças

Em troca de favorecimento sexual.


Mas, um dia Juliano

Sobrevoou de helicóptero

A casa de Angelina

Indo realizar uma busca

E apreensão aerea

Devido ao fato de o caso

Ser especial porque o sujeito

Tinha muitas posses

E corria sério risco

De que ele fugisse

Por diversos meios,

Entre eles, através de veículo

Aéreo.


De longe, Angelina o viu,

A porta do helicóptero

Estava aberta e ele estava

Parado entre ela,

De arma na mão,

Rosto sério e sua beleza esplendorosa.


Angelina o ouviu

Gritar a voz de prisão e 

Pedir que o bandido não fugisse,

Pois viaturas o cercaram.

Seu coração acelerou,

E ela ligou para ele,

Tendo uma recaída em 

Seus sentimentos.


No passado,

Foi amante de Juliano,

E agora, após a morte de Tiano,

Retornava depois de cinco anos

A vê-lo e isto abalou

O que sentia por Laerte,

Até vê-lo e não sentir forças

Para desistir de ser sua.


Laerte fez generoso desconto

Em sua defesa criminal,

Mas, agora Angelina estava

Grávida outra vez,

E não sabia quem era o pai:

Juliano o policial civil

Ou Laerte o advogado criminal.


Decidiu por fim nos estudos

E foi aprovada como policial,

Grávida e aprovada,

Só esperava ser chamada

Para assumir sua função.


Não conseguiu separar-se

De nenhum dos homens

Que tanto amava

E isto a colocava em dúvida

Sobre como reagir,

Precisava contar

Que estava grávida

E depois disso,

Que não sabia quem 

Era o pai.


Quis o destino soar traiçoeiro,

Numa emboscada

Em que Juliano invadia

Uma residência em flagrante delito,

Ele foi surpreeendido

Pelo sujeito armado

Que atirou contra seu peito

E o deixou debilitado

Preso a uma cama hospitalar.


Angelina nunca o deixou,

E o nascimento da criança,

A linda menina trouxe vida

Ao seu olhar,

Nesta medida,

Larte foi buscar um laudo médico

Para um cliente no hospital

E a viu.


Sorrindo, com a criança 

No colo olhando Juliano

Na maca.

Seu coração impetuoso,

A amou mais que a qualquer outra

E isto o impediu de abandoná-la.


A menina era surpreendentemente linda,

Seu sorriso fazia eco

Pelo cômodo

Enchendo a casa de vida.

Isso trouxe movimentos a Juliano,

Depois sua voz,

Então, certa vez ele 

Levantou da cama,

Sentou-se e abraçou ambas.


Angelina, Juliano e Laerte

Decidiram seguir a vida em comum,

Escolheram uma casa

Para os três e a filha,

E a registraram em nome

De todos,

Com os dois masculinos

Descritos como pai.


Andriane é especial

Possui uma mãe

E dois pais.

Angelina é casada com ambos,

Através de contrato conjugal,

A lei insiste que casamento

É feito de duas pessoas apenas,

E ainda exige que sejam

Um homem e outro mulher,

Mas, abre respaldo para que

Uniões afetivas como as de Angelina

Não fiquem ao acaso.


A igreja está alheia ao fato,

O padre recusou-se 

A levar o pedido dos três

Para o Papa fazer um respaldo

Em favor do casamento dos três,

É sonho de todos casar-se

Com a benção de Deus,

Mas, os pais de cada um

Concederam suas bençãos,

E os irmãos foram testemunhas

De seu amor,

Também dois casais próximo

A eles.


O casamento ocorreu no quintal

De sua casa,

Sua filha foi vestida de aia,

Com vestido azul e uma

Cesta de flores na mão

Espalhando sobre o gramado.


Juliano separou alguns policiais

Vestidos a caráter

Para levantar suas armas

Ao alto e atirar um tiro falso

Feito de barulho e fogo

Quando o trisal se afastasse

Da mesa onde o juiz celebrou

O casamento.


De uniforme negro,

E pistola para o alto,

Juliano e Laerte decidiram

Dar um fim,

Um tiro fatal no preconceito

Das pessoas 

Que rexplandesse na lei

E impede o casamento 

De mais de duas pessoas,

Ou de pessoas do mesmo sexo.


E Laerte pediu que

Os advogados que trabalham

Para ele trouxessem um abaixo assinado

Para que cada convidado assinasse

Pedindo a liberação do casamento

Homoafetivo e de mais de duas pessoas

Pela lei e pela igreja,

O qual seria remetido 

A um senador e deputado

Próximos a família para proposição

De um projeto de lei.


Depois do acordo de vontades

Assinado, o trisal saiu do local

E o tiro foi dado para o alto,

O documento passou de mão

Em mão, 

E então, foi entregue ao

Deputado e Senador presentes

Para envio como projeto de lei.

sábado, 27 de junho de 2026

Destino à ROCAM

-Oh, você se achar perfeita?

Esqueça!"

Disse Rodrigo

Apontando o dedo

Para o seu rosto.


Karine imóvel

Se agachou no chão

Ajoelhada com as mãos

Sobre o rosto.


Ela desejou evitar Rodrigo,

Não tê-lo conhecido,

Quis ser forte e intensa

E fugir para muito longe.

Mas, para onde iria?


Os pais a evitavam,

Uma vez que

Escolheu casar-se,

A rejeitaram

Por preferirem

Que seguisse sua vida sozinha

Com o esposo.


Ela nutriu-se de força

E foi até a porta

Pensando em dirigir,

Porém, lá só estava

A motocicleta e desde

Os doze anos

Quando sofreu um acidente

Com sua irmã,

Jurou nunca mais dirigir.


O acidente ocorreu

Quando o pneu derrapou

Na pista e ambas caíram,

Isto resultou na perda

Completa da perna esquerda

De sua irmã,

Tão jovem aos quatorze anos.


Sem capacete,

Ambas esfolaram o rosto

E Karine quebrou o nariz.

A revolta de ver-se feia

A fez rejeitar a aparencia,

E na primeira oportunidade

Agarrou-se a Rodrigo

Para sempre.


Num ímpeto de fragilidade

E medo de ficar sozinha,

Os soluços de sua irmã

Mais velha no quarto

A feriam muito

E ela sentia medo.


Devido ao tempo,

Já havia esquecido

Que ela estava na garupa,

E que não dirigia a motocicleta,

Pensava que num ímpeto

De felicidade ela chacoalhou

O corpo e que isto

Desiquilibrou ambas

E o acidente ocorreu.


Kaliane sentia falta

De ter alguém,

Era frágil e linda,

Porém, a vendo nua

Alguns homens fugiam

Para fora assustados

Devido a ausência 

Completa do membro.


A beleza é passageira,

Nunca é o mais elogiado,

Nem o mais buscado

Para o matrimônio,

Mas, no caso das irmãs Galeea,

Isto era inválido

Por completo.


Karine não suportava

As piadas relacionadas

Ao seu enorme narigão,

Acordava e corria maquiar-se,

Aliás, há anos ninguém

Reconheceria seu rosto

Sem suas cores 

E contornos desenhados

A lápis e batom.


Kaliane lhe doou

Todos os seus saltos,

E somente aos dezoito anos

Parou de comprá-los,

Sempre colocou um

No pé que tinha

E deixou o outro

Fora do quarto

Sobre a caixinha.


Nesta noite ela não dormiu.

Na seguinte ela quebrou

O espelho e jogou fora

Pela janela,

Na outra ela dormiu

Com um mendigo da rua

Que encontrou pedindo

Comida na sua porta.


Karine assustou-se mais,

E correu dos pais

Ao vê-los e chegando

Na faculdade,

Bateu contra o peito

De Rodrigo e perdeu

Os materiais no chão.


Ele a viu ajuntar

As chaves do carro

E sorriu,

Pediu carona e ela deu.

Passou a leva-lo 

Todas as noites para casa,

E a beija-lo no carro,

Depois fizeram amor,

Ela chamou assim:

Fazer amor,

Ele sorriu malicioso.


Um ano após,

Casaram-se,

Ele desistiu da faculdade

E foi para o bar da própria

Jogar bilhar e divertir-se

Com os antigos colegas.


E foi cruel

Em cada vez 

Que a viu,

Até que um dia,

Lhe desferiu um tapa

Contra seu rosto,

Indignada ela lhe devolveu,

Depois, recebeu uma cadeirada

Contra o rosto

E caiu no assoalho desmaiada.


Acordou bastante tarde depois,

Com um bombeiro

Lhe assoprando a boca

E muita fumaça no seu redor,

Atordoada notou que estava

Deitada na calçada

De sua rua,

De frente para a sua casa

Que fumegava fogo

Por todo o lado.


Ela estava sangrando,

Rodrigo ateou fogo

Contra a residência

E a deixou desmaiada

Para queimar,

E sumiu.


Nunca mais ela soube dele,

Triste e sozinha

Retornou a casa dos pais

Onde encontrou sua irmã

Caída na escada que leva

Aos quartos do segundo piso

Chorando muito,

O mendigo roubou sua motocicleta

E a abandonou.


Ele também levou joias

E outras coisas que pode,

Pois, após sua saída

Foi percebido a ausência de objetos

Da família.


Ela estava gravida,

Mas ele a empurrou 

Na escada,

Lhe desferindo golpes

Contra a barriga.


A irmã sangrava,

Ele levou também

Seus vestidos curtos

A chamando de perneta.


Karine abraçou a irmã,

E desejou morrer,

Custou a contar

Que havia retornado

E que Rodrigo ateou 

Fogo contra ela.


Então, sua mãe 

Retornou do trabalho

E buscou ajuda para Kaliane.

O feto apresentou sangramento,

Mas estava salvo,

Segundo o médico,

Porém, piadista,

Ele olhou a ausência

Da perna de Kaliane

E fez piadas de seu estado,

Indagou se "era menino".


Ela chorou,

E sorriu ao mesmo tempo,

Um filho ainda é um sonho,

Não importa como venha,

Contanto que tenha saúde,

Filho sempre é vida

E merece amor.


Ela não guardou rancor,

Mas, Karine irritou-se,

Pegou uma tesoura

E desferiu golpes

Contra o rosto do médico

Até saltar sangue.


Ele correu assustado

E chamou os seguranças.

Processada, 

Quase queimada viva,

E solitária no mundo,

Ela não desistiu dos estudos.


Retomou a faculdade

E formou-se,

O juiz não apresentou

Condenação contra ela,

Nem contra o médico.

Ela ficou empertigada.


Fez concurso para polícia militar

E foi aprovada para a carreira

De soldado militar.

Lá dentro dedicou-se

Ao máximo,

Desejou deter Rodrigo

E fazer ações protetivas

Com relação a mulher.


O oficial de polícia

Seu professor e chefe,

A convidou para um café,

Ela recusou,

Desejou retomar as discíplinas

Em casa,

Cada uma das que estudava

No curso de formação

El apresentava à irmã

Para realizarem seu sonho juntas.


E irmã já sonhava

Que dirigia a viatura

E lavava a sua farda

Com todo o carinho

Passava o seu perfume

E escolhia as meias.


Kaliane passava horas

Limpando o coturno

E passando a cera para 

Ele brilhar e cheirar muito bem,

Ambas decoraram a matéria.


O oficial odiou o fora,

Logo instruiu Karine 

Para o policiamento de motocicleta:

"O quê?"

Ela disse.

"Sim."

Ele falou e virou as costas.


Ela foi até a garagem

Com os colegas treinar

Sobre duas rodas,

Tremula e insegura.

Lá estava a grande motocicleta

Limpa e pintada nas cores

Da corporação militar

Que representava.


Todos os seus sonhos

Estavam lá,

Neste teste sobre

Estas duas rodas.

Ela não tinha como esquivar-se,

Porém, num piscar de olhos

O acidente veio a tona,

E ela viu-se a chorar

Ao ver a irmã caída

Com a motocicleta sobre ela

E gritando de dor,

Com sangue jorrando

Por toda a parte.


Seria o teste final,

Ela correu embarcou 

Na motocicleta por trás,

Se impulsionando com

As duas mão no banco

E indo parar em cima dela.


Depois pôs as chaves na ignição,

E correu fazendo os contornos

Da baliza e atirando 

Com uma única mão

Sem erros,

Pulou barranco,

Subiu-o outra vez,

E fez saltos sobre as balizas.


Foi aprovada com nota máxima,

Mas, ficou lotada lá,

Na ROCAM,

Ronda Ostensiva "Caramba" na Moto"!

Aprendeu a levar peso extra.


E agora ela ficou responsavel

Por fazer o policiamento

Do presidente que veio a cidade

Para visitar e verficar

Medidas Públicas necessárias

Para o bem do município.


Neste ato,

Karine apresentou ao presidente,

O programa Rede Catarina de Proteção a Mulher

Que busca prevenir a violência doméstica

E familiar contra a mulher

Visando oferecer medidas preventivas

E acompanhamento qualificado

Das ações de proteção.


Lá ela encontrou Rodrigo,

Ele estava na plateia

Com uma moça,

Ela aproveitou,

Desceu da motocicleta

Onde estava falando

Com o presidente,

Foi até Rodrigo e

Lhe deu voz de prisão

Por Tentativa de Assassinato -

Feminicídio,

Contra ela.


Rodrigo foi algemado

Por ela em público,

Depois disso,

Ela o empurrou para

A sua garupa e digiu

De motocicleta até

A delegacia de polícia civil

Onde o deixou preso.


O prefeito do município

Onde Karine mora

Também foi autuado

Com uma multa gorda,

Por descuidar da qualidade

Das estradas municipais

Do interior,

E ela o prendeu por corrupção,

Devido ao fato

De ele ter desviado dinheiro público

Em proveito próprio

E fingido ter arrumado

As estradas,

Enviando para lá

Pessoal desqualificado

E maquinas ruins

Para fins

De prestar serviço mal feito.


Karine nunca parou

De estudar com sua irmã,

E agora foi aprovada

No concurso interno

Para ser cabo de policia militar,

Ela subiu sua graduação

E tem outras medidas protetivas

Para implementar através da ROCAM.


Sabendo dos estudos de Karine

Em busca de proteger a sensibilidade feminina,

Anderson apaoxinou-se

Por ela, e juiz na comarca local,

Ele implementou apoio ao Programa Catarina

De Proteção a Mulher

Por meio do judiciário

Numa ação conjunta

De buscar garantir 

A dignidade da  mulher,

Efetividade dos direitos

E inovação dos meios

E pessoal qualificado

No que tange as necessidades

Femininas com vistas a inclusão social.


Com vistas a garantir

A amizade e carinho de Karine,

Anderson criou no Tribunal de Justiça

de Santa Catarina

O sistema SCMulher

Que visa proteger a integridade

Da mulher e oferece formas 

De preencher formulários

De avaliação de riscos

E requerimentos de medidas

Protetivas por ela própria.


Este programa ajudou muito

A colega de faculdade de Karine,

Que formou-se advogada,

Que ai retornar do escritório

Encontrou seu esposo Mateus

Batendo em seu filho

De três anos com um sinto.


O menino estava marcado

De vermelho e implorava

Chorando pelo carinho do pai,

Assustada, acessou o sistema

E não precisou ligar

Para a polícia 

Para registrar a ocorrência,

Isso impediu que Mateus

Usasse sua arma contra Pamela.


A advogada nunca soube

Que seu esposo 

Tinha adquirido uma arma,

Muito menos

Que fosse violento,

Ele requereu de imediato

Uma medida protetiva

Para ela e seu filho.


Quando a polícia chegou

Com o documento em mãos,

Pamela teve tempo

De esconder-se no quarto,

E só ouviu o barulho de tiros,

Instantes depois disso,

Quando Mateus apontou a arma

Do final da escada

E atirou contra Karine.


Ele lhe acertou no protetor

De joelhos, 

Imediatamente Karine

Empinou a motocicleta

Sem apear

E fez ruídos com o motor

Para lhe produzir espanto

E gritou voz de prisão.


Duas viaturas lhe

Chegaram a frente

E apontaram armas

Contra Mateus,

Atrás de Karine Jorge

Também apontou arma,

Ao se levantar em pé

Sobre o pedal da motocicleta,

E ficando acima do ombro 

De Karine.


Mateus espantou-se

E jogou a arma

Pondo-se de joelhos

Na escada.

Foi preso,

E encaminhando a delegacia

Para depoimentos.


Karine tirou fotografias

Dos ferimentos do bebê

E fez corpo delito,

No Instituto Geral de Perícias.

No Judiciário há taambém

O CEVID - Coordenadoria Estadual

Da Mulher em Situação de Violência

Doméstica e Familiar,

Agora Karine sente-se orgulhosa

Da profissão que escolheu,

E marcou um jantar com Anderson,

Instante em que levou

Também a irmã

E seus pais para apresenta-lo

A família.


Ele mostrou-se feliz

E orgulhoso,

Pois, agora tinha uma mulher

Ao seu lado

Que o apoiaria e dirigiria

Sua vida ao lado da dele,

Ao invés de ter consigo

Garotas desprendidas de valores

Como o de proteger e amar

Seus familiares.


Ela lhe presenteou 

Com um coelho branco

E peludo,

Entre sorrisos e abraços,

Também o convidou

Para passear de barco de pesca.

Um Princípe

 Um príncipe

É um rapaz reservado,
Que sente respeito,
Retribui com afeto.
Um príncipe
Sabe lutar pelo que quer,
É inteligente,
Lhe conquista com
Suas frases,
Lhe ganha com suas atitudes.
Um príncipe
Faz sonhar,
E ajuda a conquistar,
Ele abraça forte
E não deixa nada faltar.
Um príncipe
Tem seus sorrisos
Mas sabe esconder isso,
Se veste bem
E trabalha muito.
Um príncipe
Tem dinheiro
Porque aprendeu a estudar
E conquistar suas coisas,
Ele não mede esforço
E não tem limites
De tão perfeito
Que faz cada trabalho
No qual se dedica.
Um príncipe
Não perde seu tempo,
Ele investe
E tudo que põe seus dedos
Faz render muito,
Faz virar ouro,
Porque um príncipe
É inteligente,
E dois príncipes
São meus maridos.

Feliz 2026

 

Contagem iniciada,
Os segundos somam-se
A importância:
Ano novo,
Vida nova.
Só tenho a agradecer
Pelos dias concedidos,
Os sonhos alcançados
E os novos
Pelos quais lutar.
Sim,
Surfar é doce,
Ver a chuva deslizar
Pela terra
Feito um rio
De água limpa
É doce.
Percorrer o gramado
Sentindo a chuva
Descer pelo corpo
É doce,
Ver ela escorregar
Sobre seus pés
É doce,
Sentir-se resvalar
Sobre o gramado molhado
É doce.
Rammstein,
É doce,
Ver-se ser levada
Pelo curso que segue,
De água limpa,
Pura, saudável
É doce.
Deixo-me chegar
Ao hortelã,
Agacho-me
Porquê é doce,
Cheiro o manjericão,
Colhi suas flores,
Rammstein
Porquê é doce.
Agradeço por ter
Contado com a companhia
Dos meus filhos
Por todos os lugares
Em que andei,
Agradeço mais
Por não ter precisado
Ir a nenhum lugar
Onde ele não poderia
Me acompanhar,
Rammstein é doce.
Ex-decadencia,
A contagem é para baixo
Mas a vida tem
Rumo alto,
É ano novo,
Feliz Ano Novo,
Os números decaem
Na mente,
Se elevam no relógio,
Caem no calendário
Sobem e tem sonhos
Grandes,
Sonhos daquele
Que venceu o passado
E agora ruma
Ao Ano Novo
E busca seus sonhos novos.
Feliz Ano Novo,
É doce,
É Rammstein.

Sozinho e juiz

Poucas noites,
Pequenas horas
A colher seus beijos,
Tanto tempo a sua espera.

Feito idiota
Baixei a cabeça nos estudos,
Folheei o caderno,
Escrevi o conteúdo,
Desenhei seu rosto
Por trás das palavras,
Um idiota 
Apaixonado a esperar.

Tão pouco tempo
E lhe dediquei a vida,
Tanto tempo após 
E você se fez minha ainda,
Na chuva,
No frio,
Na motocicleta,
No carro,
Para sempre 
Você é minha.

E minhas horas
A estudar foram válidas,
Sou concursado,
Juiz do direito do trabalho,
Não só processei aquele
Seu chefe 
Que a fez mão de obra escrava,
Também, o condenei a prisão.

O sobressalto do meu coração 
Te vê-la sozinha,
A sofrer a mercê 
Daquele advogado corrupto
Foi inexplicável,
Ah, eu não me questionei
Quando o processei
Por enriquecimento sem causa,
Abuso de direito 
E outros tantos,
Hoje ele não engana
Mais ninguém,
Nem aquele seu chefe
Sai da prisão tão cedo.

Minha garota,
Que tanto esperei
Fez valer cada hora
De estudo,
Aqui comigo
A abraça-la,
Hoje é esposa
Aquela que já foi
Condenada a ser qualquer 
Nas mãos de corrupto
Criminoso da pior espécie.

Minha garota,
A que me valeu a vida,
Me fez estudar,
Evoluir do cara favelado
Que fui,
Que percorreu ruas na chuva,
Sem dormir ou trabalhar,
Que brigou com os pais,
Deixou a família,
Mas soube retornar
E dar orgulho,
Evoluir e resgata-la.



Me Tente