domingo, 14 de setembro de 2025

O galinheiro do Bruce

Na chácara Ahmed
Dona galinha Listradinha
Vivia feliz com seu esposinho
O galo Muhameh.
Eles habitavam um galinheiro
Que permanecia fechado
Nos períodos noturnos
E em dias chuvosos,
Porém, de dia eles percorriam
De asas unidas a chácara
Em busca de sementes,
Frutas e comidinhas.
Bruce era o dono da chácara
Todas as manhãs
Ele levantava bem cedinho,
Corria com suas quatro patinhas
Até o galinheiro,
Puxava o trinco da porta
E abria o galinheiro.
Bruce é um lindo shit-su,
Ele vive na chácara desde bebê.
O galo Muhameh e a galinha
Listradinha logo tiveram ovos,
Dos ovos nasceram pintinhos.
Bruce foi até o mercado
Dirigindo seu carrinho
Fusca azul
E trouxe de lá pequenas
Caixas de papel com mantimentos,
Estas caixas ele pôs no galinheiro
Para fazer ninho
Onde as galinhas passaram
A por todos os seus ovinhos.
Passou pouco tempo,
E as dez caixas ficaram
Cheias de ovos de galinha,
Dez galinhas chocaram ali
Dia após dia.
O Bruce abria a porta,
Entrava no galinheiro
E sorria ao ver os novos
Pintinhos quase nascendo.
Porém, veio o desespero,
Logo que os pintinhos nasceram,
Dez de cada galinha
Piolhos de galinha invadiram
O local.
Eram tantos piolhos
Que começaram a enfraquecer
As galinhas,
E não tardou invadiram
O quarto do Bruce
Em plena noite.
Ele fugiu da cama irritado
E com medo,
Minúsculos piolhinhos
Estavam em todos os locais,
Dentro das frutas do pomar,
Tornando elas impróprias
Pro consumo,
Dentro das flores do canteiro,
Matando-as.
Logo, os pintinhos
Ficaram tão fraquinhos,
Mas tão frageizinhos
Que caíram e não tinham força
Para levantar.
O milho que o Bruce dava
As galinhas não alimentava
Mais,
Elas estavam caindo,
Fuçando fracas,
Magras e perdiam suas penas
Se coçando sem parar.
Elas ficaram endoidecidas,
Corriam pelo terreiro,
Brigavam umas com as outras,
E os pintinhos piavam sofridos.
-Iremos morrer.
Disse o galo Muhameh.
-Não posso abandonar
Meus pintinhos.
Respondeu a galinha pintadinha.
O Bruce chamou o veterinário.
O veterinário disse
Que não existia remédio,
Teriam que abandonar
O local,
Fechar as portas
E queimar tudo,
Nada resistiria.
Depois, o veterinário
Foi embora,
Bruce sentiu no chão,
Lágrimas rolaram
De seus pequenos olhinhos
Mas ele não desistiu.
Foi até o limoeiro,
Colheu o máximo de limões
Que pode e trouxe
Até o terreiro,
Lá ele pingou na água
Das galinhas e fez todas beberem,
Depois pegou os limões
E espremeu no chão
Do galinheiro
E por toda a parte.
Então, ligou a mangueira
Do jardim e molhou
Toda a propriedade,
As flores, as frutas,
O galinheiro.
Deu banho nas galinhas,
No galo e nos pintinhos,
Depois tomou seu próprio banho,
Então, chamou todos para o terreiro,
E pôs fogo no galinheiro.
Todos se abraçaram
Olhando as chamas
Consumir sua morada,
Mas, Bruce logo construiu
Outra muito maior,
Feita de madeira, tela e brasilite.
Os pintinhos puderam,
Enfim,
Crescer felizes
Todos os 30.
Agora, todas as manhãs
O Bruce pega sua cestinha
Vai até o galinheiro,
Colhe os ovinhos
E vende no mercado Atacadão,
Alguns ele guarda
Para chocar
E tirar pintinhos.

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

O Assassino Está Solto

Ninguém prestou especial atenção
Ao jovem que saia do ônibus,
No início de sexta-feira,
Dia 08 de setembro,
Misturando-se a outros tantos
Iguais a ele.
Sujeito de porte médio,
Usava boné,
Jaqueta grossa que cobria
O corpo de cor escura,
Pasta na mão esquerda,
Se assemelharia a um pastor,
Mas nada apregoava,
Pareceria um operário
Retornando do trabalho,
Mas, não cheirava suor,
Não era mais que um estudante
A caminho da universidade.
Sentia-se a vontade
Ao cruzar de um ônibus
Para o outro,
De um lado da rua,
Para o lado oposto,
Escorou-se em um pilar
Do terminal de ônibus
E ficou quase como um
Manequim de algumas
Daquelas pequenas lojinhas
Que circundavam o local.
Não usou droga,
Ou fumou nada,
Apenas ficou estagnado
Olhando para o alto
Como se não tivesse o que fazer.
Estudante de boas notas,
Esforçava-se para ganhar
As respostas das questões
De antemão,
Amigo de muitos,
Parceiro de poucos.
Longe de sua história antiga,
Reinventou nova vida,
Com currículo inventado,
Não tinha a sua frente menos
Que sucesso.
Desta maneira,
Estava confiante de que
Sua liberdade duraria
Para sempre,
E que sua beleza
Se destacava o suficiente
Para ganhar
A quem desejasse.
Apaixonado por beijos fáceis,
E mulheres moles,
Sim,
Seu prazer provinha
Do resultado morte,
O sacolejar de seus corpos
Tendentes a fugir,
Se agarrar aos segundos
De vida que lhe proporcionava
Até o momento da morte eminente.
As vezes,
Ele as permitia a fuga,
Feria o suficiente
Para vê-las sangrar
Pelo caminho a correr
Crentes que iriam salvar-se,
Mas, ele sabia:
Isto não iria acontecer,
Porque Dand mata
E está nisto o seu prazer!
Não lhe importam as promessas,
O orgasmo de seus prazeres,
O seu instante é outro,
A despedida sem despedir-se,
O desespero por suas vidas,
O delírio do querer fugir
E jamais poder.

Não Aceitamos Carona

Eu e meu irmão
Brincavamos de rebatida
No quintal da nossa casa,
Ambos sem camisa,
Pés descalços,
Vestidos apenas de calção
De futebol vermelho.
De repente,
Uma mulher bonita
Parou o carro
Bem na nossa frente,
Nos convidou para entrar,
Disse que queria dar
Uma volta com nós,
Nos levar para tomar
Um sorvete,
Para passar o calor.
Eu me aproximei,
Ele ficou mais atrás,
Eu me recusei a ir,
O segurei pelos ombros,
E o afastei de perto do carro.
Ela riu alto,
Como se tivesse domínio
Da situação,
Parecia dona de si mesma,
Segura do que fazia.
Nisto nosso pai
Saiu na porta de casa
E nos chamou para dentro,
Depois, foi até ela
E lhe disse coisas feias
Que se recusou a nos repetir,
Dentro de casa,
Ele nos passou um sermão
Sobre não se aproximar
De estranhos,
E sermos mais inteligentes.
Logo, ligamos a televisão
No noticiário do meio dia,
E lá estava uma fotografia
Da moça,
A notícia a definia
Como assassina e estupradora.
Eu e meu irmão
Nos abraçamos apertado,
E até hoje eu agradeço
A Deus por ter nos livrado dela.
A morte nos beneficiou
Com mais algum tempo
De vida
E nós somos gratos sobremaneira,
Penso que ninguém deseja
Ser estuprado,
Sofrer violência contra
Seu corpo, realmente,
É o que há de terrível,
Mas, depois disso,
Ser morto,
Não calculo se exista coisa pior.

A Serviço do Próprio Bem

“E pensar que,
Se meu cachorro não tivesse
Latido tão alto
Com tanta intensidade
Eu teria sido mais uma
Das vítimas da capitã Andreia,
Me soa até agora inacreditável.”
Respondeu André,
Sentado em frente ao juiz
No tribunal penal
Para testemunhar acerca de um
Dos assassinatos da capitã Andreia.
Trata-se de mulher,
Que no uso de suas atribuições
Militares com o fim
De garantir a segurança pública
De seu Estado,
Nunca teve este intuito,
Ou empenhou-se para este fim.
Do contrário,
Usava, principalmente,
O horário de trabalho,
Das 13:30 até às 19 horas,
O uniforme militar cáqui,
A viatura e a arma
Para buscar suas vítimas
E mata-las.
Andre foi uma delas,
Certa vez,
Num sinal de trânsito,
Ela gostou dele,
Dirigindo sua camionete militar,
Olhou pra ele e gritou:
“Mãos ao alto”.
Ele não parou,
Se recusou a obedecer
A agente da lei,
Pela maneira como
Ela estava maquiada,
Unhas extremamente compridas
Bem feitas,
Uniforme aberto e exposto,
Ele jamais imaginaria
Se tratar realmente
De uma policial.
Mas mesmo ali,
Ela não o perdoou,
Anotou a placa de seu carro,
Entrou em seu sistema policial
E desprendeu longo tempo,
Parada no semáforo
Com a sirene ligada
A demandar multas contra seu nome.
Ele nunca mais dirigiria,
Teria sua carteira de habilitação
Cassada,
Enfim, seria presa fácil dela,
Como todos os outros,
O erro dele?
Ela deseja-lo.
Só isso.
Suas desordenadas multas
Endereçadas a André
Demandaram tempo
E isto gerou uma longa fila
De carros com motoristas
Irritados a buzinar atrás dela.
Ali mesmo,
Sem delongas,
Ela desceu de sua viatura,
Acompanhada de um sargento,
E fez blitz,
Isto mesmo,
Multou a todos,
Decretou prisão por embriaguez
Para um gordinho feio
E prisão por tráfico de drogas
Para um feio.
Neste ínterim,
Uma morena,
Pele de chocolate,
Olhos de avelã,
De aproximados 20 anos
Foi liberada pelo sargento,
A capitã não pensou duas vezes
Vendo na garota uma rival,
Provável concorrente
Para alcançar André,
Ou pior,
Chegar a um encontro marcado
Com o próprio,
Apontou sua arma contra
A motocicleta da moça
E atirou,
Atirou três vezes
Em várias partes do corpo dela,
Alegou fuga
Em seu relatório
De trabalho.
E marcou,
Marcou o rosto da moça,
No hospital,
Fez os médicos perderem
Sua identificação
E seu corpo foi enviado
Para a faculdade de medicina
Mais próxima para estudos
E testes da indigente.
Ninguém mais a viu,
Quanto a André,
Ela puxou no sistema seu nome,
Logo, encontrou seu endereço
E telefone,
E não perdeu tempo,
Foi até ele.
Ele lhe pertenceria,
Era seu querer,
Ninguém fugia a sua vontade,
Ela tinha a polícia nas mãos,
Era dona da ordem,
Senhora de seus desejos,
Contudo, o cão saiu antes,
Assim que ela estacionou
No portão de André,
O cão uivou e pulou nas grades
Latindo até babar
Contra ela,
Ela atirou,
Ele não parou,
Ela desistiu,
Só naquele instante
Prometeu a si própria.
O cão parecia farejar
O perigo
E não temer a dor,
Tal como seu dono,
Revidou contra ela,
Ferido e a sangrar,
Ele insistiu na defesa
Da casa e de seus donos,
Pela segunda vez,
Andre recebeu regalia,
Mais um instante de seu
Direito de viver,
Quanto ao cão,
Que fosse forte,
Não seria a medicina
Que iria ajudá-lo
E ela se incumbiria disso.
As imagens de câmeras locais
Mostraram o que ela fez,
André se desesperou
Ao ver o querido companheiro
A sangrar até morrer,
Denunciou.
As multas que ela assinou,
A busca por ele na própria casa
Eram início de provas,
Se juntou a isso
Outros relatos.
O que sobrou do que
Não foi queimado,
Ela era experta,
Tinha cúmplices,
Mas, agora com o sofrimento
Do cão,
Tudo pode vir a público:
Ela estava entre a justiça,
O medo e a corrupção.

O Assassino de Muletas

Mesmo tendo transcorrido
17 anos do início do cumprimento da pena
De 30 anos de Bundp
Pela sentença de cometimento
De 28 assassinatos,
Elaija se recusa a acreditar
Que a vítima daquele
Desesperado 07 de setembro
Fosse realmente Jandira.
Não,
Este pensamento é inaceitável
Para ela,
Os remédios que usa
Para curar o medo
Não são bons o bastante
Para permitir que ela
Falei sobre isso com clareza.
Ambas eram parecidas demais,
Faziam caminhada
No mesmo horário todos os dias,
Não andavam juntas
Ou eram amigas,
Contudo, se encontravam sempre,
Se cumprimentavam
E seguiram seus destinos.
Elaija tem medo
De que ao chegar ao fim
Da sentença,
Bundp volte a matar
E que recorde seu rosto
E da maneira como a perseguiu
17 anos atrás retorne
Atrás dela.
Hoje ela já não é uma moça,
Pelo contrário é mãe,
Mulher casada, trabalhadora
E honesta,
No entanto,
Que garantias existem
Para inibir este assassino?
Ela não sabe,
Porém, confia na justiça.
O que se sabe até então
É que Bundp não conhecia
As vítimas,
Ao contrário,
Eles as escolhia a esmo,
As perseguia por um tempo,
Obtinha prazer e dinheiro
Através de seu medo
E as matava sem remorsos.
Foi assim com Jandira,
Elaija estava presente,
Perto o suficiente para ver,
Ele usava muletas,
Fingia que tinha deficiência
Para se locomover,
Deixava o carro próximo
Ao local que escolhia,
Fingia que estava com alguma
Necessidade de auxílio
E pedia a sua escolhida
Ajuda para chegar até o carro,
Atravessar a rua,
Alcançar as chaves no bolso,
Pegar a carteira...
Certa vez,
Contou uma testemunha,
Que uma jovem
Acreditando nele
Tomou sua carteira
E correu para usar seu dinheiro,
Bundp a atacou com sua muleta,
Arremeteu um golpe
Contra a sua cabeça por trás,
E a deixou estirada no asfalto,
Sangrando.
Ela foi incapaz de acreditar
No quanto ele correu
E no quão foi rápido
Para alcança-la,
O sorriso de satisfação
Do seu rosto foi esfacelado
A golpes por pegar o dinheiro dele.
Deste antes,
Ela foi escolhida,
Hoje sabemos,
Porém, está ele teve o prazer
De tornar o rosto irreconhecível,
Sua muleta parecia
Uma barra de ferro,
Batendo e batendo
Mil vezes contra a boca dela,
Dizem que ela morreu de dor
E não medo ou assombro,
Mas, talvez, tenha se afogado
No próprio sangue,
Ou com algum dente.
No entanto, no que se refere
A Jandira,
Ele aproximou-se dela
Que caminhava de calça cáqui
E camiseta bergamota,
Derrubou o litro de água,
E fingiu ferir os dedos
Na muleta quando tentou
Se agachar para pegar
E notou, indefeso, que não
Podia alcançar.
Ela foi gentil,
Juntou o litro,
Limpou a sujeira,
Cumprimentou e sorriu
Para ele.
Ele a conduziu até o carro
Mancando e alegando
Não ter movimentos
Em uma das pernas,
Lá ela foi morta.
Assim que a porta se abriu,
Ela foi pega com força
E jogada para dentro
Do carro,
Então, foi atingida
Com golpes resistentes
Em seu peito,
Depois, ele passou um fio
De canivete em seu pescoço.
Elaija o viu dirigir,
Golpear e esfaquear Jandira,
Foi inacreditável,
O dia começava naquele instante,
Entre seis horas e sete da manhã,
Nem bem o sol se via,
E Jandira nunca mais o veria,
Nem a ninguém.
Através de testemunhos
Concluiu-se seus 28 assassinatos,
Ao menos,
Algumas poucas mulheres
Fugiram de seus dedos fortes
E puseram falar em seu benefício,
“Sim,
Ele correu atrás de mim
Por mais de um quilômetro,
Então, acho que o cansei.”
Disse Bianca.
“Ao menos eu fiz
Ele abandonar aquelas
Malditas muletas.”
Disse Jackeline em prantos
Ao juiz que só ouvia.

A Vida Assassina de Dubby

Jovem e marginalizado
Da periferia de uma pequena
Metrópole,
Dubby era fanático
Por controle e buscava poder.
Ele via em seus vizinhos
Um rosto perfeito
Para a diversão,
Filho de mãe prostituta
E pai alcoólatra,
Logo cedo aprendeu a beber
E conseguir dinheiro fácil
Por meio da venda
De seu próprio corpo.
Contudo, seu ganhou maior
Provinha de velhinhas solitárias,
Elas se contentaram
Com poucas horas de prazer
Não exigiam muito dele
E sabiam pagar,
Ou então,
Aprendiam fácil.
Para diversão
Ele aprendeu a pular muros,
Abrir fechaduras se tornou
Símbolo de heroísmo,
Invadia casas de mulheres
Sozinhas
E passava a noite com elas.
Por pretexto,
Levava com ele
Seu material escolar,
Ele nunca quis
Aprender a ler,
Porém, usava suas canetas,
Corretivos, pincéis
E canetinhas para colorir
O rosto delas.
No início da manhã
Elas acordavam
Sem nenhuma companhia,
Conforme dormiam
E para surpresa
Seus rostos estavam desenhados,
Com tais objetos.
Como se fossem bonecas
De papel,
A mercê de suas habilidades
Artísticas:
Algumas, ele descia até o tronco
E desenhava em seus corpos,
Estas eram poucas.
Além da maquiagem gratuita
Acordavam também
Com a carteira vazia,
E alguns pequenos objetos
De valor eram levados
Por ele.
Passavam por uma noite
Tórrida de prazer
Com um estranho
Que não mostrava o rosto
Ou deixava vestígios,
Nota-se que algumas
E não poucas
Não acordavam após receber
Sua visita.
Sádico,
Ele sentia prazer
Por proporcionar dor,
Gostava de exercer controle
Sobre suas vítimas,
Até escolher o seu momento fatal,
Instante em que eram mortas.
Adorava demonstrar poder
E controle absoluto
Sobre cada uma delas
E muito mais
Que uma por vez,
Amava desenhar sobre
Sua pele,
Contornar o desenho de seus ossos,
E então, finalmente,
Perfura-las através de seu
Melhor amigo:
Um canivete que ganhou
Muito cedo de presente
De um padrinho
Que comia seu cu
Quando ele era muito menino.
Mesmo após a morte
De suas vítimas,
Dubby sentia fascínio
Por controlar cada movimento,
Cada modificação
Que lhe fosse feita.
Ele próprio era tudo
De que tinha interesse
E poder.
Pobre de nascimento
E vivência,
Nunca se apegou a culpas,
Nunca aprendeu a diferenciar
Seus atos e amplitudes
De suas atitudes,
Tinha por objetivo
O prazer máximo,
E nisto,
O exercício de controle absoluto,
Ele nunca confessou seus crimes,
Nem os considerou desta forma,
Não aprendeu a ter limites.
Dubby era assim
Feito de prazer e controle.

domingo, 7 de setembro de 2025

Já Sou Capaz de Me Defender

Agora eu atraso as horas,
Durmo tarde
E me acordo próximo
Ao meio dia,
Mas, não há nisto
Um problema
Eu cozinho o almoço,
E nos alimentamos
Quando ficar pronto,
Depois a louça é limpa,
E o dia segue conforme seguiria.
Por muito tempo
Fui vigiada por ‘bodes expiatório’
Pois é,
A intensão era vigiar
E lucrar,
Agora, tudo muda,
E eu preciso ouvir,
Entender o que é,
E me despedir.
Sim.
Já me despeço
Destes que me usaram
Para fins lucrativos,
Opino sobre suas narrativas
E dou vida as histórias
Que eles forjaram
Com relação a minha pessoa.
Mas isto me cansa,
Estar a mercê
Para poder reconhecer
De quem se trata.
Então, vem a punição.
É tardia.
É válida.
Mas, cansa.
Correm-se anos
E nunca para
De vir tantas pessoas,
Me juram de morte,
Ofendem de todas as formas
Possíveis,
Eu penso:
“Como sobrevivi a eles?”
“Como fui tão forte?”
Mas, tudo está se encaixando,
Minha vida deu uma guinada,
E agora, está tudo as claras:
Eu, vigiada, enganada e roubada
Agora busco, encontro e destruo.
Mas, isto cansa minha cabeça,
É muita gente ruim,
É um entrevero de fofocas,
Só falam de dinheiro,
Mortes e ganhos.
Tudo isto as custas
Do meu cérebro,
Eu, por eu própria
Não me considero
Tão inteligente,
Mas, gente,
Como é difícil,
Como me ferem,
As frases que dizem,
As coisas que fazem,
Não,
Vocês não são capazes
De entender,
Como vocês sabem
Eu nunca desejei mal
A vocês ou a eles,
Digo isto
Porque imagino
Que alguns se salvam disto,
Não desejando o mal
Também não o fiz
Contra ninguém,
E o que obtive de ser assim
Não veio na mesma moeda,
Não,
Doeu e enfim....
Qual de nós sobrou assim?
Meu eu vigiado,
Enganado e ferido,
Cansou-se e aprendeu
A defender-se.
Você consegue recordar?
Recorda?
A doce época
Em que você me vigiava,
Forjava situações e lucrava?
Acabou isto e agora?
Você percebeu o quanto
Eu nunca precisei
Vigiar, enganar e tirar proveito
De você?
Sim,
É certo que isto se tornou evidente,
Mas, você admite,
Com certeza admite
O quanto eu lucro
Através do meu trabalho
Sem precisar jamais
Fazer uso das manipulações
Que você foi capaz de fazer,
Somos diferentes,
Eu bem sucedida,
Você bem ladra.

Destino à ROCAM