Neste dia,
03 de fevereiro,
Meus pais decidiram
Ir passear a noite,
Pegamos o caico,
E fomos: meu pai, minha mãe,
Meu irmão e eu.
Atravessamos o rio,
Com remadas bruscas
Na noite escura
Por 200 metros.
Chegando no vizinho
Ficamos jantando,
Comendo pipoca,
Tomando chá
E o tempo voou.
Veio com ele a chuva
Súbita, raivosa e tempestuosa.
Logo o rio virou enchente,
A terra correu as encostas
E a água ficou violenta.
Era noite,
Não percebemos desta forma
Pegamos o caico
No fim do passeio,
Já madrugada
E nos enfiamos na água.
De imediato o caico
Desceu muito rápido,
Já não havia tempo
Para retornar,
Nossa casa estava
A cem metros para baixo,
Do outro lado.
Um boi vendo
O sufoco
Se jogou na água
Para ajudar,
Um lindo Nelore branco
E gordo,
E não foi capaz,
A água também o carregou.
Porém, juntos tivemos
Força para passar para a
Outra metade do rio,
Já foi positivo,
Faltava pouco,
Bem pouco,
Pouco o bastante
Para seguir do porto
Onde iríamos chegar
E descer para baixo.
O desespero tomou conta,
As remadas se intensificaram,
E a água parecia bufar
Feito um touro bravo,
Eu mergulhei na água suja
E me joguei sobre o boi.
Cavalguei nele
E empurrei o caico
Com o pé,
Depois me joguei
Para dentro da embarcação
E puxei o boi pelos chifres,
Ele levantou a cabeça,
Tirou água pelo nariz
E teve mais ímpeto para nadar,
Assim, nós atravessamos
Todos juntos até a outra margem.
Chegamos na encosta
Com mato no rosto
E seus perigos,
Nada de grave ocorreu,
Pegamos o galho
Nós puxamos,
Saímos no barranco molhado
Reavalamos mas puxamos
O boi pelos chifres
Até todos estarmos salvos.
Amarramos o caico
Naquele mato e fomos até
A estrada,
Depois rumamos por terra
Para nossa casa,
Foi cansativo e assustador,
Mas exitoso.
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