Meus pais mereciam
Um troféu de melhores,
Exemplos de vencedores,
Destaque dentre os pais.
Lá em casa,
A comida sempre veio
De trabalho árduo
E esforço extremo,
Porém, quando sobrava
Um tempo para descansar,
E sempre sobrava,
A primeira coisa a ser feita
Era chamar a família
Para conversarmos,
Apoiarmos um ao outro,
Nos abraçarmos.
Nossas vidas
Eram regadas a risos fáceis,
Abraços apertados,
Promessas de melhoria futura,
Canções faladas em alta voz.
A comida,
As vezes foi escassa,
Meus pais
Sempre optaram
Por ver eu e meu irmão
Devidamente alimentados
Para eles só após
Comerem as sobras,
Eles sempre disseram:
Quando um filho
Está nutrido, forte e feliz,
Os pais se vêem alimentados,
E cada sorriso deles
Traz imensa alegria
Que torna o mais trivial.
A fome é saciedade,
Muitas vezes, da alma,
Quando os pais que estão a mesa
Contam com pouco alimento
O que sacia é ver o prato
Dos filhos cheio,
Suas bocas comendo sem parar,
E aquele pouco que sobra,
Não se torna sobra,
Se torna suficiente
Para os pais que amam,
Para os filhos que dormem
Tranquilos e crescem fortes.
A força de um filho
Renova a força dos pais,
Faz buscar alimento,
Faz reinventar histórias,
Dá vigor ao trabalho,
Faz comemorar cada vez
Que recebe o salário.
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