Devemos saber calar
Nossos demônios,
Chegar seus olhos
Sobre nosso olhar,
Ensurdecer suas ideias
Sobre nosso destino.
Isto mesmo,
O diabo habita em nós,
Domina nosso pensamento
E nos guia ao inferno
De vagar a esmo
Em erro sobre o terreno
Fértil de nossas vidas.
Uma alma sob efeito
Do demônio
É dominada pela solidão
E apodrece,
Ela pende para um fosso
Escaldante de onde
Não é capaz de se salvar.
O inferno está em nós,
Dentro de casa um,
No pensamento que guia
A tomar uma atitude errada,
O diabo bane para dentro
De si próprio,
Faz vagar sozinho,
Sofrer em erro,
Traçar um caminho solitário,
Por mais que tenha
Quem te ame,
E sempre há,
O diabo cega,
Faz o inferno
Em sua alma
E o fogo queima
Por dentro
Até emergir para fora
E não restar nada
Exceto pó,
O diabo ama o pó humano,
As cinzas daquele
Que teve tudo que poderia ter,
Todas as dádivas,
Todos os sonhos
Mas que ao invés de lutar
Por si próprio
Caiu no vazio de dentro
De si mesmo
E não foi capaz de escapar,
Morreu em seu egoísmo.
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