No silêncio da noite
Que rompe minha dor
E me faz soluçar
Eu tento não contar,
Eu busco não lembrar
Tamanha dor
De quando confiei tanto
E você se foi.
Você me virou as costas,
Você ignorou tudo
Que senti,
Oh, querido,
Você foi imperdoável comigo,
Eu nunca sofri tanto,
Eu nunca chorei tanto
Pelo amor que eu nunca falei,
Eu nunca solucei tão alto
O amor que eu nunca contei.
Eu aqui peco em silêncio,
Querido, não vou perturbar
Seus olhos fechados,
Seu sono profundo,
Onde você se encontra
Hoje,
Você já não sabe
O que eu sinto
Porque selei meus lábios
E jurei nunca te confessar
Que te amei e não pouco,
Que deixei a porta aberta
Apenas para te esperar,
Expus meu corpo nu
Para que você soubesse
Do quanto me guardei
Para você,
Para unicamente ser sua,
Em silêncio.
No amargor do silêncio
Que tantas vezes me adormeceu
Só para me acordar
Para pensar em você,
E sussurrar seu nome.
As sementes no meu colo
De estrelas que desistem
De brilhar
Não te contam nada,
Este lugar que se distanciou
Não será capaz de te contar,
Do quanto me guardei
Para nós
E o tanto que fui capaz de esperar.
Querido,
Passaram-se os anos,
Eu vivi de suas palavras,
Me alimentei das promessas
Que você,
Na verdade,
Nunca fez,
Mas nas quais me apeguei
E chamei por você,
E esperei no silêncio
Profundo de uma noite escura
Que me envolveu
Num frio do qual
Você não me protegeu,
Por quê,
Querido, por quê?
Você me feriu de sangue,
Você cortou minha alma,
Maldita a distância
Que me impede de te ver.
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