sexta-feira, 22 de maio de 2026

Amada

O escuro do alvorecer
Esconde as lágrimas
Deste jovem que sofre
Por seu bem-quer
Mas precisa ir.

Finalmente, um beijo
E uma noite,
Mas o sol não se esconde,
Acorda e chama,
E o véu da noite
Vai sumindo,
Feito o calor
Que fica na pele
Depois de tórrida
Noite inflamada
De amor e desejos.

Dizer adeus,
Despedir-se
Há quem é permitido?
Não,
Não serei eu
O dono deste amor bandido,
Choro e sofro calado.

Em silêncio
Eu parto,
Mas, não verá
Meu pranto,
E distante
Recordara meu riso
Por cada beijo
Que me permitiu
Te entregar
Sôfrega amada,
Que dorme serena
A espera de que
Eu possa voltar.

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