Estou de joelhos,
A segurar lágrimas,
A reter o sangue,
Me afligem os medos,
Me cansa a serenidade,
Eu já não tenho forças
Para levantar,
Seguir adiante
E fingir que nada houve.
Eu ouvi de você
O que não queria ouvir,
Eu vi de você,
O que não desejava ver,
Veja,
Não estou preparada,
Mas, cansei de você.
Estou a sangrar
Minhas feridas,
Arranhar a pele macia,
Prender os lábios
Para calar
Tudo que quero gritar,
Porque simplesmente,
Querido,
Eu cansei de lutar.
Estou a verter sangue,
Quebrar regras,
Pular os meses,
Desistir dos dias,
Odiar o relógio
E nada me aflige tanto
Quanto imaginar
Um futuro
Em que estarei presa
A tudo isso
Que me mantém amedrontada
E insegura a chorar
Dores antigas
E sofrer amores futuros.
Querido,
Me coloca em segurança,
É tão pouco,
Retém minhas lágrimas
E interrompe este fluxo
De sangue e dores,
Correm todos os anos
E eu sempre presa nisso?
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