sábado, 6 de dezembro de 2025

A Substituída

Danton sempre se sentiu
Atraído por Esteice,
Contudo, ela sempre
Se mostrou fria e distante.
Mas, seu grande dia chegou,
O pai dela Henri
Se enganou nas eleições
I iria concorrer ao cargo
De prefeito da cidade,
Para isto,
Procurou Danton
Com o fim de obter apoio
Nas campanhas eleitorais
Através de dinheiro.
Danton, sorriu para ele,
Feliz pela ideia,
Concordou imediatamente,
No entanto, buscou
Esteice mais tarde
E apresentou o preço:
“Três meses convivendo
Comigo em minha casa
Como amantes!”
Ele disse,
Sério e seguro.
“Do contrário?”
Ela indagou.
“Eu não apresento apoio
As campanhas do seu pai
E o acuso de corrupto,
Com isto, caço seu cargo
E ainda o levo a um processo
Pelo crime de pedir dinheiro
Para fins eleitorais.”
Ele foi simples e sisudo,
“não há escolha?”
Ela indagou insegura.
“nenhuma”.
Ele respondeu.
Esteice sempre foi solitária,
Nunca namorou,
Ou buscou conforto
Em abraços masculinos,
Mas neste instante
Seu pai precisava de ajuda.
“Voce tem provas
Contra meu pai?”
Ela indagou.
“sim. Está tudo registrado
Em imagens.”
Ele respondeu seguro de si próprio.
Esteice o estapeou
No rosto,
Danton segurou seu pulso
E beijou seus lábios
Com força,
Depois desceu os lábios
Até seu pescoço,
Pegou as alças de seu vestido
E o rasgou ao meio,
Depois a ergueu nos braços,
A possuindo a força
Em meio a sala de sua própria
Casa.
Esteice não resistiu
Ao prazer,
A ideia de ter Danton
Era incrível,
Ele é lindo, alto,
Moreno e forte,
Ser sua era destrutível
A qualquer ideia de resistência.
Ela saboreou com prazer
Cada dose de beijos
E de carinhos em ondas
Que iniciaram,
Pararam e continuaram
Até suas forças se esvaírem
E eles deitarem sobre o tapete
Da sala,
Abraçados,
Se amando.
Ele a forçou,
Sim,
Rasgou suas roupas,
Ignorou sua vontade,
E a deu prazer
Sem obter consentimento.
Agora ela não tinha
O que vestir.
“O que vou usar?”
Indagou.
“Use minha camisa.”
Ele respondeu,
Se levantou o jogou a camisa
Contra o corpo nu de Esteice,
Vestindo sua calça
E deixando o peitoral a mostra.
“Voce tem este dia para pensar,
E a manhã de amanhã
Para entrar por está porta
E ficar até eu lhe mandar embora.”
Ele respondeu,
Virou as costas e saiu.
“Isto é ridículo “.
Ela teve tempo
De dizer,
Mas se viu sozinha
E nua.
Vestiu a camisa,
Foi até a porta e saiu,
Entre sentimentos de prazer
E desespero.
Chegando em casa,
Em seu próprio carro,
Ela procurou seu pai
E o intimidou:
“Eu estive com Danton,
Nós nos gostamos e iremos
Morar juntos,
Por algum tempo.”
Disse,
Sem esperar consentimento.
Levantou da mesa
Em que tomava café
Com seu pai,
E saiu sem esperar resposta.
As malas estavam prontas
Na sala da casa.
“Estou indo.”
Gritou lá de fora.
“Isto é precipitado demais,
Eu não conheço direito
Aquele homem,
Você não pode fazer isso.”
Mas ela fez,
Chegou a casa dele,
Bateu na porta
E entrou.
De imediato tiveram
Outra dose de amor vulcânico.
“Vou aproveitar seu corpo
O máximo que eu puder.”
Ele falou enquanto
Tirava sua roupa.
“O que você não me ama?”
Ela indagou.
“amor?”
Ele respondeu
E sorriu,
Riu da cara dela
Com prazer e desdém
A tinha, finalmente,
Poderia fazer o que quisesse dela.
As eleições correram positivas,
Seu pai se elegeu
E agora ela estava livre
Da promessa,
Passaram-se os três meses,
Danton estava satisfeito.
Contudo, Esteice
Se apaixonou,
E numa destas tardes,
Em que não imaginava perde-lo,
O buscou em seu quarto
Para aconchego
E o viu com outra.
Uma linda garota
O beijava,
Nua sobre seu corpo
Na cama em que dormiam juntos.
“O que você faz aqui Esteice?”
Ele indagou.
Sem tirar as mãos
Do corpo da garota.
“Eu senti desejos por você
E vim busca-lo,
Pensei que poderíamos
Transar por algum tempo.”
Ela respondeu.
“Ah, já iria lhe dizer
Que seu tempo comigo acabou.”
Ele falou,
Enquanto beijava a outra mulher
Com desejo e ardor.
“Eu não vou embora”.
Esteice respondeu.
Se aproximando da cama,
Retirando sua roupa,
E buscando os beijos
De Danton com carinho e ardor.
Logo, beijou a garota,
Acariciou-a,
E a retirou de cima do corpo
De Danton para chupa-la.
Depois disso,
Ela deslizou para ele
E se entregou como nunca.
“Você não me ama?”
Ela perguntou segurando
Suas mãos em seus seios quentes
E arfantes.
“Você sabe que estávamos
Juntos por algum tempo
Depois disso,
Você estaria livre.”
Sobre o corpo dele,
Ela beijou os lábios
As outras garotas
Entre pranto e desespero,
Depois, saiu de cima dele,
Se vestiu e foi até seu carro.
Dirigiu feito uma louca,
Desesperada e histérica,
Chegou na ponte próximo
A residência de Danton,
E aumentou a velocidade
Do carro se jogando
Contra a ponte até cair na água.
Ela optou por sua morte,
Se sentiu incapaz de enfrentar
A ideia de um homem
Que a comprou para sentir prazer
E que passado o ato espúrio,
A abandonou sem lhe nutrir afeto
Ou qualquer sentimento benéfico.
Enquanto o carro afundava
Ela pensou por uma última vez
Em Danton,
Seu abraço seguro,
Seu corpo másculo,
Mas logo o viu com a garota,
E sentiu ódio,
Odeio dele,
Da infeliz garota,
Ódio de si própria
Que tendo se envolvido
Numa história como está
Terminou apaixonada
E usada.
Não foi capaz de conquista-lo,
Apaixonou-se por aquele
Que nunca lhe jurou sentimento,
Foi beijada e tocada
Por um alguém
Que só a viu para prazer,
Que a usou como se faz
Com um objeto qualquer
E satisfeito em sua volúpia,
A descartou,
A mandou embora para sempre,
A substituiu.
A água rompeu o vidro
Do carro e agora invadia
Suas narinas fazendo
Soltar bolhas de ar,
Ela sentiu ódio de seu pai
E sua carreira eleitoral estúpida
Que consumiu sua vida.
Não quis sair dali,
Não se moveu,
Esperou a morte chegar,
Com a mesma agonia
Que noite após noite
Esperou Danton no quarto
Para foder e lhe dar prazer.
Com o mesmo desespero
De quem não sabe
O que iria acontecer,
Com a mesma maldita vontade
De que tudo acontecesse,
E sempre houve,
E a cada dia foi melhor
E da mesma maneira
Simplesmente, deixou de acontecer.
Acabou.

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