A lua traz
Seus primeiros raios,
Toca as pétalas
Da primavera vermelha,
Suave e acolhedora,
Recolhe o sereno da noite,
Eleva até o luar,
Como uma carícia suave
Que acaricia os lábios,
Arrepia a pele,
E chama.
Há sempre uma chama
Em toda luz
Que brilha lá fora,
Há sempre algo
Que deixa a mostra
No mistério da noite
Que busca esconder
Para se transformar,
E o amor transforma.
Eu sinto isso
Em cada beijo do Rahat,
Em cada palavra
De carinho,
Em cada vez
Que diz que me ama.
É como se a luz
De seus sonhos
Me tocasse
Por dentro
Tão profundamente
Que meus medos
Saem de mim
E fogem
Para muito distante,
Onde se extinguem
E só resta nós,
E nosso amor.
Os medos serenam,
Se afugentar nas carícias,
Se camuflam num olhar
Até não existirem,
E no sorriso cúmplice,
Já não se entende
Porquê um dia existiram.
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