No amor
Não há tentativa falha,
Não há promessa
Em vão,
Nem coração
Que não se compadeça
Quando o que mais importa
É amar sobremaneira.
Dizer eu te amo
Nunca é suficiente,
Pois quanto mais
Se repete,
Mais se entende
Que amar
É cuidar,
É recordar
Que se ama,
É querer estar,
E sempre que se diz
Eu te amo,
Se busca contato,
E ao ver aquele
Que é amado
Se reaviva
A chama
Do que se sente
E precisa ser recordado.
Reviver pesadelos
É simples,
É questão
De sofrer uma noite insone,
E o dia se encarrega
De em cada olhar desatento,
Em cada susto
Recordar
O quanto se sentiu medo,
E o tanto que o sonho
Lhe fez mal.
De outra forma,
Amar alguém
Também é estar desatento
E ver o rosto da pessoa
Porquê se deseja
Estar perto,
É buscar o ser amado
Em todo canto,
Em cada esperança,
Em cada sonho,
Porque tanto
O pesadelo se encaixa
Nos instantes de desatenção
Quanto o amor
Busca aquele
Por quem se nutre a paixão.
Então, gritar de espanto
Se torna simples,
E gritar de amor,
Também deve ser.
Porquê o amor é bonito,
Mas o pesadelo é feio,
O amor deve ser mantido
E o pesadelo afastado.
Nisto, dizer eu te amo
Nunca é o bastante,
E fugir do sono
É se afugentar no outro,
Não em si próprio,
Nem mesmo na solidão,
É confiar que aquele
Por quem você nutre amor,
Lhe nutra de suficiência,
De segurança,
De amor.
Eu te amo.
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