quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Prazer

Sou assassino cruel,
Você pensa
Que conhece meu rosto,
Mas, na verdade
Eu sou uau,
Um cara mau,
Eu uso expressões
Pra você criar expectativas,
E antes que você
Me reconheça
Eu matei de volta.
Eu posso ser gordo,
Se preferir emagreço,
Eu gosto de ser alto,
Mas, sou conforme desejo,
Uso seu rosto,
Seu jeito,
Até mesmo as suas roupas,
Você me vendo,
Nem me julgaria tão perverso,
Antes disso
Eu como sua carne
E asso seus amigos,
Se preferir eu sirvo isto
A um parente seu
Só pra ver se ele
Saberia reconhecer
Seus traços
Enquanto mastiga
Seu traseiro
E olha em meu rosto
Saciado do seu gosto,
E intolerante ao seu cheiro.
Mas acredite
Eu não permito tanto tempo,
Eu retiro impressões,
Vejo se lhe descobriu
Ou não,
E o fecho,
O deixou sem saída,
Com uma faca
Cravada no peito aberto
E explodindo em sangue
De suas tripas rasgadas,
Só pra ver
Se lá do seu buxo
Você que foi comido antes
Ainda grita.
Aí me sirvo de sua carne
Quente e prepotente
Incapaz de fugir
Dos meus dentes,
Da minha faca afiada,
Do meu rosto enfadonho
Que sai até você
E o chama,
E você vem,
E eu gosto,
Prazer:
O seu assassino
Sanguinário e saciado.

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