Na busca incessante
Por satisfazer-se,
Theo colou-se ao corpo
De Caterina,
Reagindo instintivamente
A cada carinho que ela
Lhe entregava
Com uma urgência arrebatadora,
Contudo,
Uma lembrança o paralisou,
Fazendo seu corpo todo
Enrijecer com Caterina
Grudada aos seus braços
A sua mercê
E volupiciosa.
Theo soltou-a,
Negando-se a deixar de olha-la,
Manteve suas mãos
Na cintura de Caterina
E a afastou,
Sem deixar de olhar cada
Movimento involuntário dela,
Cada instinto dela
Lhe desejando
E buscando contato.
Depois virou-se e passou
As mãos nos cabelos,
Percebeu que tremia,
Tentou se controlar,
Ele precisava ser forte,
Nada além de vingança
O trouxe aquele lugar
E o colocou nos braços
Daquela garota,
E nenhuma outra coisa
Iria mantê-los unidos,
O ódio dominaria cada minuto
E cada beijo que fosse dado,
Não haveria desejo,
Apenas o ódio cederia
Aos encantos da jovem
Que o humilhou
E não ganharia perdão.
Tentou controlar
O corpo que tremia,
O arrepio na espinha,
E uma espécie de medo
Tomou conta de suas atitudes,
Então, voltou-se
E a encontrou no mesmo
Lugar em que a deixou,
Imóvel e com os cabelos bagunçados.
-Theo?
A voz dela parecia
Vir de muito distante,
E mantinha um tom preocupado,
Quase angustiante,
Ele dominou o corpo
Com relação aos seus efeitos,
Olhou para o alto,
Respirou fundo
E suas palavras não lhe deram
Conforto ou vontade
De estar perto.
Contudo, casa palavra
Parecia martelar sua cabeça
E implorar por atenção,
Prisioneiro de sua promessa:
Vingar-se dela,
Cativo de seus carinhos,
Estava perdendo o controle,
Tortura era ver aquela boca
Implorar por seus beijos
E ele ter de manter distância,
Escuridão era tudo que tinha
Adiante de si,
A solidão cativante
Daquele que nunca desistiu
De seus objetivos
E precisava alcançar mais este
Sem importar-se
Com qualquer outra coisa.
Ele a queria,
E iria ter,
Mas, antes a sujeitaria
A cada capricho seu,
A humilharia até ver-se
Soberano de si próprio,
Vencedor de seus objetivos,
Ele a queria destruída,
Completamente sua,
Sem controle de si própria,
Sem vontades por si mesma,
Então, provaria tudo dela,
Retiraria o máximo que pudesse
Para deixá-la na rua
E destruída,
Sem dinheiro,
Sem destino,
Ele a veria arrepender-se,
Implorar misericórdia,
Render-se a tudo que quisesse,
E a mandaria embora.
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