terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Saudades

Há um chamado
Que voa
Com o vento
Na velocidade
Do querer,
A voz está emudecida,
Mas, muito se fala
Quando a boca cala.
Fosse do querer,
A chuva que faz
O chamado descer,
Seguro e forte,
Eu desejaria rever,
Fosse do poder,
Eu preferiria ajudar,
Proteger,
Estar segura.
A chuva pesa
Em minha alma,
Me acolho
Em mim mesma,
Sinto nostalgia
De viver um tempo
Que de bom
Teve você,
Mais nada.
A 200 metros
Eu perdi você,
Na distância da saudade,
Na distância que faz falta,
Na distância curta
Que não pude te proteger,
Na distância solitária
Em que vaguei
Pelo acaso
Em busca de tê-lo,
Mas como dizer?
Foi como um chamado
Que cruza o infinito,
Desce feito um pingo
E molha meu rosto,
Com seu gosto,
Se eu tivesse provado,
Com seu cheiro,
Se eu pudesse tocá-lo,
Com a chance que pedi
De apenas tê-lo,
Tomar um café
Ao seu lado,
Sentir seu abraço,
E não desejar tanto
Você cada vez
Que decide chover.
Eu choro sua falta,
Choro o remorso
De nunca ter falado
O quanto o queria,
Choro,
Por não tê-lo ajudado,
Choro por ter feito
Tão pouco,
Sofro,
Pareço,
Desfaleço,
Eu choro.
Obrigada Silvio Ribeiro,
Eu achei você lindo,
Eu não soube falar,
Eu tentei te proteger,
Mas fui fraca,
Eu perdi a luta,
Me entenda.

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