Deitada na cama
Se hospital,
Descobriu que o casamento
Acabou,
Contudo, cada vez
Que se via aflita,
Destruída por dentro,
Um anjo ao seu lado
Lhe apertava os dedos
E pedia:
“Resista”.
Num ímpeto de coragem
E resistência que já
Não sentia
Mas desejou sentir
Pediu,
Unindo suas mãos
Com força,
Forçou o olhar
E falou:
“eu fico,
Por nós “.
O rapaz chacoalhou
A cabeça
Afastou-se para trás,
Porém, não a soltou:
“Como?”
Ele indagou.
“Me dê um filho,
Está será a medida
Que preciso
Para ter forças e resistir”.
Ela estava com fraturas.
Os lençóis precisavam
Ser trocados de tempos
Em tempos
Por estarem sujos de sangue,
Suor e fadiga.
A dor que sentia
A fazia suar frio,
Não conseguia se mover,
Estava com fratura no crânio,
Deitada sob medicamentos
Intensos,
Não vencia a dor
Que as vezes,
A fazia desmaiar
Aos gritos e chorou convulsivos.
Ele foi gentil,
Removia os lençóis
Toda vez que sujavam,
Erguia o penico
Para ajudá-la a urinar,
A levava no banheiro
Para fazer cagar
Sempre que ela se via
Forte o bastante
Para conseguir aguentar.
Ele a erguia no colo,
Lhe dava banhos,
Não a deixou sozinha
Um único instante,
Mesmo quando enfermeiras
Vieram para cuida-la
Deixando um botão
Próximo a mão dela
Para chamá-las
Quando tivesse necessidade
De água,
Ou estivesse com os lençóis sujos
Ou precisasse ir no banheiro.
Ele nunca a abandonou,
Quando a moça não tinha forças,
A ajudou,
A deu banho,
Lhe secou,
Trocou o pijama de dormir,
A cuidou.
Cuidou o relógio
O tempo inteiro
Para que não lhe falhasse
O tratamento,
Prestou atenção as lhe
Davam afeto,
Faziam os trabalhos
Ao seu redor
Bem feitos.
Desde a higiene
Do local,
Até cuidou de barulhos
Externos,
Prestativo e atencioso
Foi melhor amigo,
Amor fidedigno,
Melhor até mesmo
Que seu esposo,
Que simplesmente
Não se apresentou
Onde estava
Ou quis saber de
Seu estado crítico
De saúde.
“me de um filho,
E eu poderei resistir”.
Sem saber porque
Aquele estranho
Sentiu pena da garota,
Chegou perto e a beijou,
Conforme bebeu
De seus lábios ela melhorou,
Então, um dia,
O amor se fez,
Ali mesmo,
Em seu leito de morte,
Leito de dor,
Agora a vida
Lhe tocava a alma
E lhe dava um filho.
Casaram-se ali.
No quarto de hospital,
Antes de ela estar totalmente
Melhorada,
Meses após isso,
Ela melhorou,
Teve seu filho
Sem sair do hospital,
Somente,
Depois de quatro meses
Do nascimento do filho
Se viu totalmente restituída,
E foi para sua casa nova,
Com um anjo salvador
E amigo marido.
Um alguém companheiro
Que nunca iria
Lhe deixar sozinha,
Fazer sofrer,
Ou abandona-la.
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