terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Policial

Quando um policial
Morre o que ecoa
Na mente um do outro
É o silêncio.
Suas ações
Partem com ele,
Injetada numa bandeira
Do estado em que trabalha
Como maneira
De recordar tudo que fez,
Dura tão pouco tempo,
O velório,
Que o caixão é fechado
E nenhuma boca ainda
Foi capaz de falar.
O amor pelo trabalho
É o mais duradouro
Dos amores,
Faz dedicar-se,
Lutar para fazer bem feito,
Buscar melhores resultados.
Na sua lápide
É descrito seu nome,
Mas não cabe
Sua história,
Do lado
Coloca-se uma fotografia,
Onde se reconhece
Um olhar,
Mas, jamais sabe-se
A dor de um ser humano
Que morre em serviço,
Que inicia seu trabalho
Em cada dia
Sabendo dos riscos
Contra sua integridade física,
O verdadeiro policial
É aquele que tomba
Sem perder sua integridade moral.
Seu nome repete-se
Pelas bocas,
Denomina ruas,
Avenidas e marca
Através dos tempos
Com suas ações
Benéficas que nunca
São esquecidas
Nem recordadas
O suficiente.

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