terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Acomodado

O homem,
Ser humano adaptado
Conforme vivências,
Ditados em seus ouvidos
E crenças
É inimigo do novo.
Tudo que ele prefere
É acreditar que vive
Do acaso,
E se contradiz
Ao dizer
Que tudo é determinado
Pelo destino.
Se apega a este ser invisível
Que constrói sua vida
E determina tudo nele
Para detestar o novo,
Odiar a mudança de padrão,
Ação ou credos.
Apega-se a ideias
De forças sobrenaturais
E vive num esmo
De ser igual a todo o resto,
Como se fosse um elemento
Não pertencente a ele próprio
Que faz exatamente igual
Ao vizinho próximo.
Tem as mesmas necessidades,
E não vê os diferenciais
De um e outro,
Acredita no povo
Como uma massificação
De pessoas
Com as mesmas ideias,
Nas mesmas horas,
E adora multidão
E gritos altos sem reflexão.
Ele não busca descobrir
Porquê tudo pra ele
Está exposto,
E perde a importância
Conforme vê a dificuldade,
Ele gosta de ser acomodado,
De receber tudo
Conforme sempre foi,
Ele ama odiar o negativo,
Mas, na data provável
Aguarda silenciosamente
Sua parte do negativo chegar,
Do contrário se assusta,
E pede ao destino paz.

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