sábado, 6 de dezembro de 2025

Liberto

Escravo de você,
Nem fui seu bem-querer,
Não fui mais que coadjuvante
De uma história minha
Em que você me fez
Desgraça de mim mesmo,
Escravo em suas maldades,
Manipulação de suas vontades.
Enfim, liberto hoje,
Menos tenho que ontem,
Mas há a frente um horizonte
Que agora posso reescrever,
Viver como sonhei
Sem lhe ter a me fazer
O que nunca quis
Ou faria se não fosse você.
Penso quantos foram objetos
Preso por entre seus dedos,
Imagino que destes todos
Nenhum falou por si próprio
Ou fez bem para si mesmo,
Agora, com o horizonte
Para vista,
Eu inicio como se estivesse
Lá atrás,
Dando os primeiros passos
Com pouco para amparo,
Este pouco eu perdi,
Você levou meus amigos,
Família e outros tantos,
Resto eu e minhas experiências
Estas terríveis que você
Me ofertou
E obrigou,
A sós comigo mesmo,
Ando melhor do que sendo
Objeto por entre seus dedos.
Manipulações não me convencem,
Eu estou experiente,
Mentiras não me ganham,
Eu reinício com menos
E com nada eu sigo,
Mas, nunca estive melhor
Ser escravo de seus desejos
Não me deu mais que tenho,
O nada é preferível a dor,
O inseguro do horizonte
É preferível ao terror,
Eu levanto o olhar e sigo,
Espero que você fique na pior.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Um Princípe